quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Leia. Pense. Reflita.

É melhor prevenir do que remediar?


Por Alessandra Leles Rocha



É melhor prevenir do que remediar. Assim diz o provérbio. Mas por aqui, em Terra Brasilis parecemos não levar muito a sério essas palavras e acabamos por viver em constante apagar de “incêndios”.
Sim, em maior e em menor escala, o brasileiro não é um sujeito precavido. O amanhã, o depois, sempre lhe parece a melhor solução para tudo. Aí, quando a coisa não dá certo e a situação aperta, só lhe resta posar de vítima das circunstâncias e choramingar suas pitangas, como se não tivesse nenhuma parcela de responsabilidade sobre o assunto.
Vejam a Febre Amarela que assola alguns estados brasileiros e o corre-corre que se formou para a vacinação. Este é um grande exemplo da nossa displicência imprevidente. Como diz a canção, "Moro num país tropical / Abençoado por Deus / E bonito por natureza (mas que beleza)..."1;portanto, deveríamos (nós e nossos governantes) nos atentar para o fato de que essa tal "tropicalidade", também, acarreta certo número de doenças, tais como: MALÁRIA, DENGUE, DOENÇA DE CHAGAS, LEISHMANIOSE, ESQUISTOSSOMOSE, TUBERCULOSE, HANSENÍASE 2.  
Algumas dispondo de vacinação preventiva, outras não; mas, a verdade é que se existem há sempre um risco iminente de surto 3 e/ou epidemia 4, principalmente pelo descontrole dos agentes transmissores e do estreitamento das faixas limítrofes entre as zonas urbanas e rurais, o que facilita o trânsito da doença. Em busca de água, abrigo e alimento, é cada vez mais comum o aparecimento, proliferação e adaptação dos agentes transmissores para as regiões mais urbanizadas do país.
Por isso, deveríamos nos atentar mais a essas questões. Mas, o que se percebe é que nem mesmo os profissionais de saúde dispõem de uma formação que contemple com mais seriedade a chamada Medicina Tropical, aquela voltada para as infecções ou moléstias tropicais. Na verdade, quando se trata da trivialidade médica do país, nossos profissionais parecem estar diante do mais inusitado. Quantos são realmente capazes de identificar um acidente ofídico, por exemplo, apenas pelo sinal da mordida do animal? Sabe, isso é importantíssimo nos serviços de emergência, porque nem sempre a vítima tem como descrever ou apresentar in loco o animal, para que possa receber os cuidados e o soro antiofídico apropriado.  Quantos conhecem na prática os sintomas e repercussões evolutivas das doenças tropicais? Basta ver a confusão que houve quando a Dengue, a Chikungunya e a Zika disputaram palmo a palmo o espaço no cenário epidemiológico nacional e a dificuldade de se estabelecer um diagnóstico preciso era evidente entre os profissionais de saúde. Então, diante de um quadro típico para a realidade do país, a população enfrenta tamanho desafio e acaba por padecer na falta de assistência adequada, em pleno século XXI.
Um século depois da Revolta da Vacina 5, ocorrida pela disseminação da ignorância da população, o que dizer sobre o que vivemos agora? Talvez, uma pequena porcentagem ainda possa se abrigar no argumento da ignorância; mas, e o restante? Pesa sobre a maioria a ideia condicionada de que estamos no século XXI e este nos trouxe a proteção necessária e suficiente contra esses males do passado, deixando nas páginas da história o seu registro.
Há sempre quem argumente que a carência de fármacos e técnicas específicas para o combate das doenças no passado era a causa das epidemias devastadoras, como se quisessem se abster da responsabilidade sanitária que compete a cada um em particular. Quando na verdade, o sucesso do controle epidemiológico depende de cada elo envolvido no processo, ou seja, cidadãos, profissionais de saúde, técnicas e tecnologias, medicamentos, instrumentos de análise, profilaxia e controle. 
Assim, não é o fato de estarmos em pleno século XXI, rodeados pelos mais modernos aparatos da ciência e da tecnologia, que doenças (sobretudo, as tropicais) são coisas do passado. As demandas de uma sociedade com mais de 207,7 milhões de pessoas, no caso do Brasil, contribuem inevitavelmente com o processo de impacto ao meio ambiente. A cada passo que a urbanização, a expansão das fronteiras agrícolas e a industrialização avançam, o processo de estruturação social esbarra no equilíbrio ecológico e nos expõem aos riscos de doenças, as quais estavam, até então, confinadas aos ambientes naturais, ou seja, áreas de matas e florestas. Diante da ação antrópica no ambiente, a prevenção das doenças deveria, portanto, ser uma prioridade contínua e não esporádica como vem sendo tratada ao longo das décadas.  
Aliás, a realidade contemporânea vem impondo, não só ao Brasil, mas ao mundo inteiro, desafios imensos em relação ao que se entende por vigilância epidemiológica (agravos e doenças), vigilância sanitária (agentes químicos, físicos e biológicos que possam ocasionar doenças e agravos) e vigilância ambiental (monitoramento da exposição de indivíduos ou grupos populacionais a um determinado agente ambiental, considerando os efeitos subclínicos ou pré-clínicos por ele causados). A globalização, o crescimento do fluxo migratório voluntário e involuntário, a existência de armas químicas e biológicas de destruição em massa, tudo isso coloca todos os seres humanos em risco iminente.
O fato de sermos capazes de produzir vacinas e/ou medicamentos, de dispormos de equipamentos, tecnologias e mão-de-obra para o combate dos agentes transmissores, não representa motivos para nos vangloriarmos como vimos até agora. As medidas de controle e fiscalização de fronteiras é que precisam ser periodicamente revistas e aprimoradas; bem como, aquelas voltadas à educação e a conscientização da população. Saúde pública é parte de uma educação cidadã, a qual se sabe não existe em nosso país. Se fôssemos mesmo cidadãos, saberíamos o valor da prevenção e sempre trabalharíamos por ela. Não precisaríamos ser convocados, lembrados, estimulados; isso já faria parte da nossa consciência, do nosso compromisso individual e coletivo.  Então, o melhor remédio é educar!



3 Surto: acontece quando há o aumento repentino do número de casos de uma doença em uma região específica. Para ser considerado surto, o aumento de casos deve ser maior do que o esperado pelas autoridades.... - Veja mais em https://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/surto-epidemia-pandemia-e-endemia-entenda-qual-e-a-diferenca-entre-eles.htm?cmpid=copiaecola.
4 Epidemia: a epidemia se caracteriza quando um surto acontece em diversas regiões. Uma epidemia a nível municipal acontece quando diversos bairros apresentam uma doença, a epidemia a nível estadual acontece quando diversas cidades ... - Veja mais em https://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/surto-epidemia-pandemia-e-endemia-entenda-qual-e-a-diferenca-entre-eles.htm?cmpid=copiaecola

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Leia e reflita!!!

SÓ DÊ OUVIDOS A QUEM TE AMA

Pe. Fábio de Melo


Só dê ouvidos a quem te ama. Outras opiniões, se não fundamentadas no amor, podem representar perigo. Tem gente que vive dando palpite na vida dos outros. O faz porque não é capaz de viver bem a sua própria vida. É especialista em receitas mágicas de felicidade, de realização, mas quando precisa fazer a receita dar certo na sua própria história, fracassa.

Tem gente que gosta de fazer a vida alheia a pauta principal de seus assuntos. Tem solução para todos os problemas da humanidade, menos para os seus. Dá conselhos, propõe soluções, articula, multiplica, subtrai, faz de tudo para que o outro faça o que ele quer. 

Só dê ouvidos a quem te ama, repito. Cuidado com as acusações de quem não te conhece. Não coloque sua atenção em frases que te acusam injustamente. Há muitos que vão feridos pela vida porque não souberam esquecer os insultos maldosos. Prenderam a atenção nas palavras agressivas e acreditaram no conteúdo mentiroso delas.

Há muitos que carregam o fardo permanente da irrealização porque não se tornaram capazes de esquecer a palavra maldita, o insulto agressor. Por isso repito: só dê ouvidos a quem te ama. Não se ocupe demais com as opiniões de pessoas estranhas. Só a cumplicidade e conhecimento mútuo pode autorizar alguém a dizer alguma coisa a respeito do outro.

Ando pensando no poder das palavras. Há palavras que bendizem, outras que maldizem. Descubro cada vez mais que Jesus era especialista em palavras benditas. Quero ser também. Além de bendizer com a palavra, Ele também era capaz de fazer esquecer a palavra que amaldiçoou. Evangelizar consiste em fazer o outro esquecer o que nele não presta, e que a palavra maldita insiste em lembrar.

Quero viver para fazer esquecer... Queira também. Nem sempre eu consigo, mas eu não desisto. Não desista também. Há mais beleza em construir que destruir.

Repito: só dê ouvidos a quem te ama. Tudo mais é palavra perdida, sem alvo e sem motivo santo.

Só mais uma coisa. Não te preocupes tanto com o que acham de ti. Quem geralmente acha não achou nem sabe ver a beleza dos avessos que nem sempre tu revelas.

O que te salva não é o que os outros andam achando, mas é o que Deus sabe a teu respeito.

GRÁTIS - Inscrições para o Coro Infantil e Juvenil da Osesp

VAGAS ABERTAS PARA OS COROS INFANTIL E JUVENIL DA OSESP

 As inscrições para o processo de seleção dos Coros Infantil e Juvenil da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo Sinfônica (Osesp) estão abertas até o dia 9 de fevereiro.

Os Coros oferecem aulas duas vezes por semana que abrangem solfejo, percepção musical, técnica vocal e contato com outros idiomas, além da oportunidade de se apresentar ao lado da Osesp e/ou Coro da Osesp, na Sala São Paulo.

O Coro Infantil reúne meninas de 8 a 13 anos e meninos de 8 a 12, em sua maioria sem formação musical prévia, e fica sob a orientação de Teruo Yoshida. Já o Coro Juvenil, atende alunos entre 14 e 17 anos, e trabalha repertórios mais complexos e ecléticos, sob a regência de Marcos Thadeu.

As inscrições devem ser realizadas presencialmente na Sala São Paulo, e por um responsável. Ele deve comparecer com a Ficha de Inscrição e Autorização devidamente impressas e preenchidas. A lista de documentos necessários, assim como o edital completo podem ser encontrados em nosso site através dos seguintes links:http://www.osesp.art.br/paginadinamica.aspx?pagina=coroinfantilselecoes (infantil) e http://www.osesp.art.br/paginadinamica.aspx?pagina=corojuvenilselecoes (juvenil).

Fonte: Imprensa <Imprensa@osesp.art.br>

Dia Mundial do Braille: 200 anos de alfabetização e independência

Publicado por Fernando Freitas- 4 de janeiro de 2018.

Sistema de escrita e leitura em relevo criado há quase dois séculos continua sendo imprescindível para a inclusão de pessoas cegas em todo o mundo!
No dia 4 de janeiro é celebrado o Dia Mundial do Braille! O sistema de escrita e leitura em relevo criado pelo francês Louis Braille no início do século XIX mudou para sempre a história das pessoas com deficiência visual e continua sendo imprescindível até hoje!
Mesmo com o avanço de recursos de acessibilidade como o livro digital acessível (como o ePUB3) ou audiolivro, o braile continua sendo uma ferramenta indispensável para a educação e inclusão social das pessoas cegas, principalmente na alfabetização das crianças.
Isso porque o aprendizado dos pequenos depende da representação tátil dos símbolos da Matemática, Química, Física, Música, entre outras disciplinas. Além disso, os livros em braile trazem gráficos, mapas, figuras geométricas e outras ilustrações em relevo para que as crianças cegas tenham acesso às mesmas informações que os alunos que enxergam.
A Ana Carolina, por exemplo, é uma das centenas de crianças atendidas pela Fundação Dorina que usam o sistema braile para estudar todas as matérias escolares e acompanhar o ritmo dos outros colegas de classe.
“Toda criança que nasce cega ou perde a visão na primeira infância deveria ter garantido o direto de ser alfabetizada e de ter acesso a livros didáticos em braile. Ele é o único sistema natural de leitura e escrita que permite a representação do alfabeto, além de números e simbologias científica, fonética, musicografia e informática”, explica a coordenadora de revisão em braile da Fundação Dorina, Regina de Oliveira. Ela é cega desde o 7 anos de idade e hoje integra os Conselhos Iberoamericano e Mundial do Braille.

Autonomia

Entrar sozinho em um elevador, encontrar seus produtos preferidos no supermercado, ler com tranquilidade os cardápios nos restaurantes, consultar contas bancárias com privacidade e ingerir seus remédios com segurança são apenas algumas das situações em que o braile garante às pessoas cegas o direito de viver com independência e exercer sua cidadania plena.
É por isso que a Fundação Dorina produz e distribui milhares de livros em braile gratuitamente todos os anos, além de oferecer soluções em acessibilidade para empresas e órgãos públicos que desejam tornar seus serviços e produtos acessíveis.
Há quem diga que não existe uma pessoa cega alfabetizada no País que não tenha tido pelo menos um livro em braile produzido pela Fundação Dorina em seus mais de 70 anos de atuação.
Hoje, quase 200 anos depois, o método criado por Louis Braille continua evoluindo transformando a vida de milhares de pessoas em todo o mundo! “A escrita foi uma das maiores invenções da humanidade, mas por muito tempo as pessoas cegas ficaram afastadas dessa conquista. Até que, dois séculos atrás, veio o braile. A data de hoje deve ser muito celebrada sim! É um dia em que eu me sinto muito feliz e igual às outras pessoas”, completa Regina.

Divulgada nova lista de livros em braille disponíveis para instituições que atendem pessoas com deficiência visual

Neste ano, 31 novos títulos foram acrescidos à lista anterior.

Publicado: Terça, 09 de Janeiro de 2018, 07h14
As obras didáticas e paradidáticas, foram adaptadas e transcritas na Divisão de Imprensa Braille (DIB) do Instituto Benjamin Constant, com o objetivo de abastecer as bibliotecas e salas de leitura de escolas da rede pública, bibliotecas públicas e instituições sem fins lucrativos que atendam pessoas cegas.
Para requerer os livros, o responsável pela instituição deve assinalar os títulos desejados na listagem das obras disponibilizadas,  bem como preencher e assinar o documento de solicitação.  
As escolas da rede pública devem, ainda, informar o nome completo do aluno, data de nascimento e nível de escolaridade.
O pedido está limitado a 15 livros em braille a cada três meses. 

OMS esclarece dúvidas sobre vício em video games

O transtorno dos jogos eletrônicos — tradução livre de gaming disorder — é definido no rascunho da 11ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11) como um padrão comportamental que prejudica a capacidade de controlar a prática desse tipo de entretenimento. Os vídeo games são priorizados em detrimento de outras atividades, e o jogo se torna mais importante que outros interesses e ações diárias.
A fim de esclarecer dúvidas sobre a revisão da CID e a inclusão do transtorno na Classificação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) preparou um “perguntas e respostas” sobre o tema.
O transtorno dos jogos eletrônicos — tradução livre de gaming disorder — é definido no rascunho da 11ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11) como um padrão comportamental que prejudica a capacidade de controlar a prática desse tipo de entretenimento. Os video games são priorizados em detrimento de outras atividades, e o jogo se torna mais importante que outros interesses e ações diárias.
O problema também é caracterizado pela continuidade ou intensificação do ato de jogar, mesmo com a ocorrência de consequências negativas.
Para que o transtorno dos jogos eletrônicos seja diagnosticado, o padrão de comportamento deve ser de gravidade suficiente para resultar em um comprometimento significativo nas áreas de funcionamento pessoal, familiar, social, educacional, profissional ou outras áreas importantes. Também deve ser observado regularmente por pelo menos 12 meses.
A fim de esclarecer dúvidas sobre a revisão da CID e a inclusão do transtorno na Classificação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) preparou um “perguntas e respostas” sobre o tema. Confira abaixo:
O que é a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID)?
A CID é a base para a identificação das tendências e estatísticas de saúde em nível mundial e do padrão internacional de notificação de doenças e condições de saúde. É usada por profissionais médicos em todo o mundo para diagnosticar condições e por pesquisadores para categorizar essas condições.
A inclusão de um transtorno na CID é uma consideração que os países levam em conta ao planejar estratégias de saúde pública e monitorar tendências de transtornos.
A OMS está trabalhando na atualização da CID. A 11ª revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde está programada para publicação em meados de 2018.

Por que o transtorno dos jogos eletrônicos está sendo incluído na CID-11?
A decisão de incluir o transtorno dos jogos eletrônicos na CID-11 tem base nas revisões das evidências disponíveis e reflete um consenso de especialistas de diferentes disciplinas e regiões geográficas envolvidos no processo de consultas técnicas realizadas pela OMS no processo de desenvolvimento da CID-11.
A inclusão do transtorno dos jogos eletrônicos na CID-11 segue o desenvolvimento de programas de tratamento para pessoas com condições de saúde idênticas àquelas características do transtorno dos jogos eletrônicos em muitas partes do mundo e resultará em uma maior atenção dos profissionais de saúde aos riscos de desenvolvimento dessa condição e, consequentemente, às medidas relevantes de prevenção e tratamento.

Todos os jogadores de jogos eletrônicos devem se preocupar com o desenvolvimento do transtorno dos jogos eletrônicos?
Estudos sugerem que o transtorno dos jogos eletrônicos afeta apenas uma pequena proporção de jogadores de jogos eletrônicos. No entanto, as pessoas que praticam essa atividade devem estar atentas à quantidade de tempo que gastam fazendo isso, particularmente quando resulta na exclusão de outras atividades diárias, bem como quaisquer mudanças em sua saúde física ou psicológica e funcionamento social que possa ser atribuído ao seu padrão de comportamento em relação a jogos eletrônicos.

ONU inaugura centro global de dados humanitários em Haia

Especialistas em dados e funcionários humanitários atuarão juntos para processar e visualizar as informações para que rapidamente tenham “uma visão das necessidades das pessoas afetadas e da resposta de parceiros humanitários”.
As Nações Unidas abriram no final de 2017 um centro de dados humanitários com o objetivo de melhorar o intercâmbio de dados em tempo real e seu uso para responder melhor às crises mundiais.
Na inauguração – em Haia, na Holanda –, o secretário-geral da organização, António Guterres, disse que se trata de um “sinal para o futuro”.
Para o chefe da ONU, o local vai ajudar os funcionários do setor na tomada de “decisões informadas e responsáveis” para atender as necessidades mais urgentes das pessoas.
Especialistas em dados e funcionários humanitários atuarão juntos para processar e visualizaras informações para que rapidamente tenham “uma visão das necessidades das pessoas afetadas e da resposta de parceiros humanitários”.
Eles vão desenvolver e promover políticas de dados para garantir a proteção de informação confidencial e oferecer capacitação em habilidades de uso de dados.
A iniciativa do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) e do governo da Holanda vai acelerar o fluxo de dados recolhidos para o seu uso. A ideia é que mais entidades de auxílio tenham acesso a esse tipo de informação.
Guterres disse ainda que o centro mostra que as tecnologias revolucionam todos os aspectos da vida e podem ser aproveitadas para ajudar e apoiar pessoas vulneráveis no mundo.
Como parte da iniciativa, o OCHA dispõe de uma ferramenta para o acesso, compartilhamento e uso por parte de centenas de organizações e dezenas de emergências humanitárias como Iêmen, Somália e a crise de refugiados rohingya.
Saiba mais no site do novo centro: https://centre.humdata.org.

Para milhões de crianças, viajar não é uma escolha

Pessoas em todo o mundo escolhem viajar por muitas razões, mas milhões de crianças não têm escolha; 50 milhões de crianças estão em movimento. Crianças que são arrancadas de suas casas perdem muito mais que seus tetos. Muitas perdem familiares, amigos, segurança, rotinas. Sem apoio, correm o risco de perder o futuro. Uma criança é uma criança – em qualquer circunstância.

Professora adota currículo da ONU sobre igualdade de gênero em áreas rurais do Pará


A professora paraense Danielle Figueiredo, de 33 anos, dá aulas para alunos do ensino médio em áreas rurais do Pará por meio de um sistema denominado modular. Nele, as aulas são concentradas em apenas uma disciplina durante 50 dias, em locais de melhor acesso para estudantes que vivem longe dos centros urbanos.
Isso significa que Danielle, professora de sociologia pós-graduada na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), passa 50 dias em diferentes municípios da região nordeste do estado, já tendo lecionado em comunidades rurais de Capitão Poço, Garrafão do Norte, Nova Esperança do Piriá, entre outras.
Desde 2015, a professora da rede estadual de ensino passou a aplicar em sala de aula, por iniciativa própria, “O Valente não é Violento”, currículo interdisciplinar disponível na Internet que tem como objetivo abordar questões de sexualidade e de gênero para combater e prevenir a violência contra mulheres e meninas. [...]

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

"Onde acaba o amor têm início o poder, a violência e o terror". Carl G. Jung

É possível medir a violência?


Por Alessandra Leles Rocha


Empregar força física ou intimidação moral contra alguém, para obrigá-lo (a) a submeter-se à vontade alheia é violência. Então, diante dessa explicação tão objetiva, eu pergunto a você leitor (a), é possível medir a violência?
Como qualquer comportamento, emoção ou sentimento a ideia de mensurar a violência é completamente sem propósito. Afinal de contas, estamos falando da subjetividade humana, a qual de maneira individual e bastante particular estabelece as suas considerações dentro do contexto de relação com o mundo externo.
É por isso que não há uma fórmula, uma régua, capaz de determinar com exatidão o nível de impacto, de sofrimento e/ou de repercussões e marcas causadas pela violência a cada ser humano.
Assim, a manifestação publicada no Jornal Le Monde 1, contra o movimento Time’s up 2 de combate à violência sexual no ambiente de trabalho e de apoio as suas vítimas, me causou espanto e reflexão.
No mundo inteiro há violência. No mundo inteiro os números da violência se agigantam cada vez mais contra o sexo feminino. No Brasil, o Instituto Maria da Penha aponta que “a cada 7,2 segundos uma mulher é vítima de violência física” 3.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) em 2017, “o custo da violência contra as mulheres pode chegar a 2% do PIB mundial; o que equivale a 1.5 trilhões de dólares - aproximadamente a economia do Canadá”4.
Portanto, a luta contra a violência, especialmente aquela cometida contra as mulheres, não é uma questão de “puritanismo sexual” como sugeriu a publicação de uma centena de artistas e intelectuais franceses.
A violência é sempre um processo, uma cascata de atos e discursos que se sucedem ao longo do tempo, causando estragos e prejuízos, podendo culminar no desfecho fatal do suicídio ou do Feminicídio. E sabemos muito bem, que uma simples palavra se reveste de intenção.
Passar a história a limpo, realmente, é um desafio e tanto. Nunca houve equilíbrio na relação entre homens e mulheres, na medida em que elas sempre estiveram à mercê da objetivação, da alienação da sua natureza subjetiva. Homens e mulheres saíram das cavernas, mas a caverna permanece neles.
Aos trancos e barrancos na sua luta pela igualdade de direitos e deveres, que absolutamente não tem relação com substituir ou sobrepor o homem, as conquistas sociais que visibilizaram as mulheres são também o fogo a arder o ódio de muitos.
Faz-se necessário compreender que a violência contra as mulheres é um ato de contenção social, desde os primórdios. É uma forma de resguardar território, de demonstrar poder (inclusive material), de demonstrar superioridade pela força, enfim...
O que as pessoas contrárias ao movimento Time’s up não entendem é que o silêncio também fala, também repercute em outros atos de violência, também se torna visível nas marcas que deixa pelos corpos. Veja pelos exemplos do bullying. Afinal, “não há crime perfeito”.
 Infelizmente, deveríamos concordar com o que disse Jean-Paul Sartre, “A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. A verdade é que sempre haverá quem aplauda e reverencie as práticas da violência, porque no fundo da alma a barbárie nunca foi totalmente extirpada do ser humano.

Espaço do Conhecimento UFMG - Expedição Antártica


Neste verão, a temperatura de Belo Horizonte diminuirá com a chegada da exposição Expedição Antárticano Espaço do Conhecimento UFMG. A partir de 7 de dezembro, será possível embarcar em uma viagem pelo continente mais frio e afastado do resto do mundo. Mas se engana quem pensa que a Antártica é habitada apenas por blocos de gelo. Ela pode ser inóspita para os seres humanos, mas abriga muitas espécies de animais, plantas e micróbios.
Na Expedição Antártica, os visitantes vão conhecer as espécies que conseguem sobreviver nas terras mais gélidas do planeta, com média de temperatura de -10 ºC no verão. Pelo menos cinco tipos diferentes de pingüins vivem por ali, como o Papua, ave extremamente rápida que alcança velocidade de até 36 km/h e mergulha até 100 metros de profundidade para se alimentar de peixes e crustáceos. O Pinguim Imperador, por sua vez, tem penas multicoloridas que ajudam no isolamento térmico, fazendo com que seja possível a reprodução em temperaturas de até -40 °C.
Tantos tipos de pinguins convivem a Foca-de-Weddell, que se alimenta e se acasala na água fria da Antártica, dando luz aos filhotes sobre o gelo. No inverno, ela vive e dorme na água, pois a temperatura é mais agradável do que na superfície, em torno de -2 ºC. É lá que também ficam os elefantes marinhos, que passam cerca de 80% da vida nadando e podem ficar sem respirar por até 80 minutos em mergulhos de até 800 metros de profundidade.
Ao lado deles, é possível cruzar com a baleia Orca, que está no topo da cadeia alimentar do continente. Já a baleia Jubarte fica na Península Antártica durante o verão, onde se alimenta, e migra até o Equador ou à costa mexicana para se reproduzir no inverno.

Excursão pelo gelo

Várias curiosidades sobre essa população de animais que vive bem adaptada ao frio extremo estão em exposição na Expedição Antártica, uma parceria com a Unimed-BH e o Instituto Unimed-BH que fica em cartaz até abril de 2018. A mostra foi desenvolvida em conjunto com as equipes dos projetos de pesquisa da UFMG MycoAntar/MicroPolar INCT CriosferaPaisagens em Branco e MediAntar, que realizam estudos de biologia, arqueologia e medicina polar, respectivamente. A Universidade mineira é a que mais tem pesquisas no local entre instituições brasileiras, o que tem rendido bons resultados, pouco conhecidos pela população.

Exposição Expedição Antártica
Quando: De 7 de dezembro de 2017 a 29 de abril de 2018
Onde: 2º andar do Espaço do Conhecimento UFMG – Praça da Liberdade, 700, Funcionários, BH
Entrada gratuita

08/01/2018

05/01/2018

27/12/2017

27/12/2017

26/12/2017

Mostra MUMIA de animação volta à Fachada Digital em programação de férias

A 15ª Mostra Udigrudi Mundial de Animação (MUMIA) acabou, mas quem gosta do gênero não ficará órfão: o Espaço do Conhecimento UFMG entra 2018 exibindo 20 curtas-metragens que fizeram sucesso durante o festival. Em uma parceria que já dura cinco anos, o museu vai projetar as produções entre 10 e 25 de janeiro.
As exibições fazem parte da programação de férias do Espaço e reúnem animações de diferentes estilos e técnicas, feitas no Brasil e em outros países, como Hong Kong, Espanha, Alemanha e Reino Unido.
MUMIA é considerada a segunda maior mostra dedicada à animação no Brasil. As projeções na Fachada Digital têm o intuito de alcançar novos públicos e mostrar a força do cinema de animação, cada vez mais desbravado pelos brasileiros. O coordenador do festival, Sávio Leite, assina a curadoria da mostra.

Programação
– 10, 17 e 24 de janeiro, às 19h30
Marcellas (2014), de Marcela Furtado, Regina Resende Barroso, Silvano José de Faria Júnior e Tomás Gobbo Lopes, Belo Horizonte
Jane, Tarzan wasn’t that cool (2016), de Bego Vicario, Espanha
O Mal (2016), de Carlon Hardt, Brasil
Five: Moving Stormily (2016), de Team Five with Max Hattler, Hong Kong
Fonte da Tristeza (2017), de Samira Daher, Belo Horizonte
– 10, 17 e 24 de janeiro, às 20h30
Millie (2016), de Israel Dilean,Belo Horizonte
Electrofly (2015), de Natalia C.A. Freitas,Alemanha
O Segredo do Garnet Azul (2017), de Guilherme Teresani, Belo Horizonte
Pulsões (2014), de Yannet Briggiler, Florianópolis
Diário de Areia (2017), de Isadora Morales Chaves, Belo Horizonte
– 11, 18 e 25 de janeiro, às 19h30
A doida (2017), de Svetlana Filippova, Belo Horizonte
Medea (2017), de Alessandro Corrêa, São Paulo
Guaiamum (2017), de Guilherme Pam, Belo Horizonte
Five: Adagietto (2016), de Team Five with Max Hattler, Hong Kong
Sayounara (2016), de Débora Mini, Belo Horizonte
 – 11, 18 e 25 de janeiro, às 20h30
Nimbus: o caçador de nuvens (2016), de Marco Nick, Belo Horizonte
Bem (2017), de Rubel Brisolla, Ana Carolina Bolshaw, Antônia Muniz e Miguel Carvalho, Rio de Janeiro
High Wool (2013), de Nikolai Maderthoner e Moritz Mugler, Alemanha
Don Quijote (2016), de Claaa Aparicio Yoldi,Reino Unido
AAAAAAAAAAAAHhhh (2016), de Ramon Coelho Braga, Belo Horizonte
15ª Mostra Udigrudi Mundial de Animação (MUMIA) na Fachada Digital
Quando:
 10, 11, 17, 18, 24 e 25 de janeiro, às 19h30 às 20h30
Onde: Fachada Digital Espaço do Conhecimento UFMG – Praça da Liberdade, 700, Funcionários, BH

Emissões de gás carbônico do setor de construção chegaram a 76 gigatoneladas em 2010-2016

O segmento de construção e edificações precisará melhorar em 30% sua eficiência energética até 2030 para manter o planeta na caminho rumo às metas do Acordo de Paris. É o que revela um novo relatório da ONU Meio Ambiente, divulgado pela Aliança Global do setor no início deste mês (11). Levantamento aponta que essa área produtiva responde por 39% das emissões de gás carbônico associadas ao consumo e à produção de energia.[...]

Entre 22 países, Brasil lidera concentração de riqueza nas mãos do 1% mais rico

Entre 22 países desenvolvidos e emergentes analisados, o Brasil lidera a concentração de riqueza nas mãos do 1% mais rico da população, segundo relatório “Panorama Social da América Latina 2017”, divulgado na quarta-feira (20) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).
No Brasil, o 1% mais rico fica com 27% da renda nacional. A CEPAL citou dados da rede internacional de pesquisadores World Wealth and Income Database, que reúne informações tributárias para estimar a desigualdade de renda nos países. [...]