quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Pense...


ESTIRAMENTO DO LIMITE


Por Alessandra Leles Rocha



Infelizmente, não é possível se manter indiferente aos acontecimentos do mundo. Direta ou indiretamente seremos respingados pelos acontecimentos e, com certeza, haveremos de pagar muitas outras contas, além das que já nos cabem. Então, ainda que sem muito a fazer de concreto, nos cabe analisar com uma boa dose de criticidade o que emerge ao nosso redor, para, quando possível, tomarmos decisões mais consistentes e coerentes, com menos risco de prejuízo a nossa estabilidade social.  
Não é de hoje que a questão da segurança pública, sobretudo, o sistema carcerário, segue fervendo em banho-maria. Um dia o caldo, então, haveria de entornar - e entornou. Começamos o ano impactado pelas notícias e pela maneira como os fatos têm sido conduzidos pelas autoridades e pelos encarcerados. Uma verdadeira Babel onde o senso comum parece distante de ser atingido.
Então, diante de tudo isso, eu percebo um estiramento do limite existente entre a legalidade e a moralidade. Todos nós sabemos que o que não nos falta no Brasil são leis, códigos e doutrinas, contemplando a quase totalidade das demandas oriundas das relações sociais. No entanto, da mesma forma, somos capazes de perceber aqui e ali uma fragilidade constante que permeia a aplicação e a fiscalização desses instrumentos de justiça, tornando a sociedade mais e mais injustiçada.
É nesse sentido que eu entendo o estabelecimento de um abismo entre o que é legal (está em legítima conformidade com as leis) e o que é moral (está abrigado em um conjunto de regras de conduta ou hábitos julgados válidos seja no âmbito coletivo ou individual); na medida em que, esses dois princípios não caminham juntos no país. Deveriam; mas, nem sempre é assim.
Então, dada a essa dissociação, a legalidade, não raras às vezes, fere a moralidade e põe em desequilíbrio a paz e a harmonia social.  Se por um lado a questão se ampara na lei, do outro ela constrange os valores e princípios morais de uma sociedade. Por exemplo, o celular dentro de centros de reclusão (cadeias, presídios, penitenciárias) não pode, de acordo com a lei; mas, está. Então, colocam antenas para bloquear o aparelho. Hã?! Como assim?
Daí, a importância do papel legislador, no que diz respeito à elaboração de normas jurídicas que estejam mais próximas possíveis da moralidade, com vistas a não fazer delas instrumentos de guerra e de efervescência social.
No entanto, esse abismo não se constitui somente a partir do prisma do legislador. Quando o gestor precisa se valer dessa legislação e estabelecer o arcabouço logístico para sua implementação, ele também não pode se eximir da responsabilidade moral imbuída nesse processo. As edificações de alguns centros de reclusão, por exemplo, além de serem totalmente frágeis do ponto de vista estrutural, tiveram um alto custo para serem construídas.
Desse modo, é que o esfacelamento entre as atitudes dos elos - Legislativo, Executivo e Judiciário – faz com que esse ciclo, denominado Segurança Pública e previsto dentro da Constituição Federal de 1988, como um dos Direitos Sociais, encontra aberto precedentes para o avanço das práticas da desordem e do descumprimento legal. Vejamos que o simples fato da carência de um trato comum para questão, por parte de todos os entes federativos do país (Municípios, Estados e União), já demonstra um alto grau de inconsistência nas ações.
Precisamos perceber que esse distanciamento entre a legalidade e a moralidade subverte a igualdade prevista constitucionalmente aos cidadãos brasileiros; a qual implica diretamente na existência de direitos e obrigações a todos sem distinção. De certa forma, esse distanciamento se traduz aos olhos da sociedade como uma flexibilização dos princípios norteadores da justiça no país, ou seja, como se a lei não precisasse ser necessariamente cumprida por todos e pudesse ser interpretada segundo critérios próprios de valor ou pela vontade do freguês.
No entanto, os prejuízos refletidos pelas consequências desse distanciamento recaem sobre toda a população; afinal, para que se possa enfrentar as questões de (in)segurança, bastará a existência de desequilíbrio na aplicação dos recursos, destinados a atender  satisfatoriamente aos Direitos Sociais, para que a instabilidade comece a se acirrar.
Distantes de reverter os gravíssimos prejuízos econômicos impostos pelas más administrações públicas, os quais comprometeram a dignidade e a qualidade de vida de milhões de brasileiros, e que agora cobram a rudeza de medidas antipopulares; estamos diante do impasse inevitável da Segurança Pública. Chegamos ao limite e em relação às velhas práxis não há mais como sustentá-las e nem, tampouco, há mais tempo para remendos. Esse estiramento do limite impõe tomar atitudes planejadas, certas, precisas; principalmente, porque em tempos de vacas magras não se pode brincar com o pouco recurso que se tem.
Então, quem sabe agora a legalidade e a moralidade caminhem de mãos dadas; inaugurando tempos de uma consciência cidadã mais concreta. Afinal, como disse Nicolau Maquiavel, em O Príncipe, “Decidir o destino de terceiros, distribuir o bem e o mal, eis o que aproxima os príncipes dos deuses e dos demônios”.  

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Pense nisso!!!

Recomeçar
Paulo Roberto Gaefke

Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou, o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida e o mais importante: acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado.

Chorou muito?
Foi limpeza da alma.

Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia.

Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os outros.

Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora.

Pois é!
Agora é hora de iniciar,
de pensar na luz,
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa?

Olha quanto desafio.
Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho?
Besteira!
Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento", tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza nem nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca ficar amarga.

Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.

Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto, queira o melhor do melhor, queira coisas boas para a vida.
pensamentos assim trazem para nós aquilo que desejamos.

Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos.

Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da Faxina Mental.

Joga fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes, fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora.
Mas, principalmente, esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida, para um novo amor.

Lembre-se somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes.
Afinal de contas, nós somos o "Amor".

MEC Divulga Resultado do Enem 2017


Onde e como consultar o resultado do Enem 2017? O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) divulgou o resultado individual do Enem 2017 – Exame Nacional do Ensino Médio. Os estudantes que fizeram as provas em 2016 já podem consultar suas notas na página do participante, no portal do Instituto.

Pesquisa da ONU mostra que metade das crianças e jovens do mundo já sofreu bullying

Pesquisa realizada pelas Nações Unidas no ano passado com 100 mil crianças e jovens de 18 países mostrou que, em média, metade deles sofreu algum tipo de bullying por razões como aparência física, gênero, orientação sexual, etnia ou país de origem.
No Brasil, esse percentual é de 43%, taxa semelhante a outros países da região: Argentina (47,8%), Chile (33,2%), Uruguai (36,7%) e Colômbia (43,5%).
Pesquisa realizada pelas Nações Unidas no ano passado com 100 mil crianças e jovens de 18 países mostrou que, em média, metade deles sofreu algum tipo de bullying por razões como aparência física, gênero, orientação sexual, etnia ou país de origem.
Os números constam no relatório “Pondo fim à tormenta: combatendo o bullying do jardim de infância ao ciberespaço”, realizado pelo representante do secretário-geral da ONU para o combate à violência contra a criança e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
No Brasil, esse percentual é de 43%, taxa semelhante a outros países da região: Argentina (47,8%), Chile (33,2%), Uruguai (36,7%) e Colômbia (43,5%). Em países desenvolvidos, a taxa também gira em torno de 40% a 50%, como é o caso de Alemanha (35,7%), Noruega (40,4%) e Espanha (39,8%).
“O bullying é uma experiência danosa, apesar de evitável, para muitas crianças no mundo. Não importa como seja definida, as pesquisas internacionais recentes com crianças relatam uma taxa entre 29% e 46% de crianças alvo de bullying nos países estudados”, afirmou o relatório.
Segundo o documento, evidências mostram que tanto as vítimas como os perpetuadores desse tipo de violência na infância sofrem em termos de desenvolvimento pessoal, educação e saúde, com efeitos negativos persistindo na vida adulta.
“Quando as crianças são afetadas pelo bullying, elas não conseguem tirar vantagens das oportunidades de desenvolvimento aberta a elas nas comunidades e escolas nas quais vivem”, afirmou o relatório.
O estudo mostrou que o bullying é um fenômeno complexo que toma múltiplas formas, e é experimentado de diversas formas no mundo. Normalmente definido como provocação, exclusão ou violência física, em torno de um em cada três crianças em idade escolar no mundo informaram ter passado por alguma experiência envolvendo bullying ao menos uma vez nos meses precedentes.
O fenômeno também é mais comum entre crianças de idade escolar em países mais pobres, e na maior parte dos países os meninos e crianças mais jovens enfrentam o problema mais frequentemente.
O UNICEF está trabalhando com governos, sociedade civil e setor privado para estabelecer mecanismos para que as crianças possam reportar casos de violência, como atendimento por telefone, plataformas online e aplicativos móveis. Isso está ocorrendo em diversos países, entre eles Albânia, Algéria, Brasil, Hungria, Quênia, Madagascar e Sérvia.
No Brasil, o UNICEF, em colaboração com o governo federal e a ONG CEDECA e a empresa IlhaSoft, lançaram a plataforma “Proteja Brasil” em 2014, por meio do qual é possível reportar violência e abusos para as autoridades.

UNESCO organiza simpósio sobre o tema

Diante de seu compromisso com a construção de uma educação inclusiva e de qualidade, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Instituto de Prevenção à Violência Escolar da Universidade de Mulheres Ewha organizam na semana que vem (17 a 19) em Seul, na Coreia do Sul, o simpósio internacional “Violência Escolar e Bullying: das Evidências à Ação”.
O evento deve reunir cerca de 250 pessoas de 75 países, incluindo professores, estudantes, ministros e vice-ministros da Educação, autoridades políticas, oficiais da ONU e de agências bilaterais, além de outros parceiros e representantes da sociedade civil, do setor privado e das comunidades escolares.
“Enquanto muitos estudantes aprendem em ambientes seguros e estimulantes, outros são expostos à violência e ao bullying, o que infringe seu direito fundamental à educação”, disse Soo Hyang Choi, diretor da divisão para inclusão, paz e desenvolvimento sustentável da UNESCO.
“O simpósio permite que a comunidade internacional elabore novas ações para responder à violência escolar e ao bullying; e representa uma oportunidade de implementar as recomendações do relatório do secretário-geral da ONU sobre a proteção de crianças, apresentadas na Assembleia Geral das Nações Unidas em outubro de 2016”, declarou.
O simpósio internacional visa a ampliar a liderança da UNESCO no combate à violência escolar baseada em gênero, incluindo violência baseada em orientação sexual e identidade de gênero e expressão.
O evento também ocorre depois do lançamento de dois importantes relatórios em 2016, um sobre a resposta do setor educacional à violência baseada em orientação sexual e identidade de gênero e expressão, e outro com um guia sobre como enfrentar a violência baseada em gênero nas escolas.
Um novo relatório global será lançado durante o simpósio, oferecendo dados atualizados sobre escopo, natureza e impacto da violência escolar e do bullying, e fornecendo diretrizes para o setor educacional para o planejamento e a implementação efetiva de respostas.
O simpósio internacional tornou-se possível com o financiamento da UNESCO e do Ministério da Educação da Coreia do Sul por meio da Fundação Nacional de Pesquisa da Coreia do Sul.

ARTIGO: Por um país 50-50

Em artigo publicado na imprensa nacional, especialistas abordam a sub-representação das mulheres na política. Enquanto elas respondem por 52% do eleitorado no Brasil, têm ocupado apenas 10% dos cargos políticos eletivos.
O artigo é assinado por Flávia Biroli, professora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília, Luciana Lóssio, ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres no Brasil.
Por Flávia Biroli, Luciana Lóssio e Nadine Gasman (*)
As mulheres são 52% do eleitorado no Brasil, mas têm ocupado cerca de 10% dos cargos políticos eletivos. A sub-representação permanece mesmo após o país ter adotado legislação específica para aumentar o número de mulheres eleitas, como as cotas eleitorais que são, desde 1997, de 30% das candidaturas.
Nas eleições de 2014 para a Câmara dos Deputados e para as assembleias legislativas, 91,1% dos deputados federais e 88,7% de deputados estaduais eleitos foram homens. Nas eleições municipais do ano passado, 86,4% dos eleitos para vereador são homens.
Os números do pleito de 2016 revelam barreiras persistentes à participação das mulheres na política. Em mais de um quarto das câmaras legislativas, só homens venceram.
Deve-se fazer uma pergunta simples às mulheres: sua experiência, seu trabalho, suas preocupações, sua visão de mundo são idênticos aos dos homens? As contribuições que podem dar à vida pública podem ser substituídas pelas deles? Sendo negativa a resposta, há algo de errado em levar à esfera política apenas o ideário masculino.
Há barreiras ainda maiores às mulheres negras, que foram menos de 5% (somando pardas e pretas) do total de eleitos a vereador.
Outro dado das eleições de 2016 que preocupa e mostra que o sistema político não absorveu a vontade expressa pelo Brasil na lei de cotas é que 85,9% das candidaturas sem voto são de mulheres.
Há aqui uma clara indicação de que candidaturas femininas estão sendo alocadas para satisfazer a lei eleitoral. Nesse ponto, vale trazer um segundo problema. Não basta termos candidatas mulheres se não há efetividade nas candidaturas.
Para além das “candidaturas-laranja” que a ausência de votos sugere, vale ressaltar a falta de apoio dos partidos às candidaturas femininas. O sexismo, presente na composição das instâncias diretivas e em práticas cotidianas, neutraliza a presença e influência femininas.
O comprometimento com a cidadania das mulheres só existirá quando for além de palavras nos próprios partidos.
O saldo nas prefeituras em 2016 não foi melhor do que nas câmaras. O percentual de 11,5% de prefeitas eleitas representa uma pequena redução em relação a 2012.
E aqui, cabem outras indagações: quantas mulheres comporão o primeiro escalão dos governos? Quantos municípios terão organismos dedicados especificamente a políticas para mulheres, como o combate à violência contra elas, o aprofundamento de políticas para a equidade, que envolvem de estruturas de cuidado para as crianças e apoio para as mulheres trabalhadoras a políticas voltadas à promoção de igual cidadania de gênero?
É hora de partidos, assim como prefeitas e prefeitos eleitos, mostrarem seu comprometimento. Com mais mulheres na política local, investidas de autoridade, teremos sementes para melhores resultados nas futuras eleições. Entendemos que a cidadania das mulheres depende de sua atuação na vida política.
O projeto Cidade 50-50, uma parceria entre ONU Mulheres, Tribunal Superior Eleitoral, Instituto Patrícia Galvão e Grupo de Pesquisa Demodê-UnB, propõe um compromisso com as mulheres e meninas do país, em direção a cidades nas quais mulheres e homens possam tomar parte na governança.
O horizonte é o da paridade. Mas o desafio que lançamos é possível desde já. Prefeitas e prefeitos, com seus partidos, podem levar a sério a vontade política já expressa na Lei de Cotas, indicando no mínimo 30% de mulheres para cargos de primeiro escalão. Desse modo mostrarão seu engajamento com a igual cidadania de gênero, expressa na Constituição e nas leis do país.
FLÁVIA BIROLI, professora do Instituto de Ciência Política da UnB (Universidade de Brasília), coordena o Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê).
LUCIANA LÓSSIO, ministra do Tribunal Superior Eleitoral, é presidente da Associação de Magistradas Eleitorais Ibero-americanas e conselheira do Conselho Nacional de Direitos Humanos.
NADINE GASMAN é representante da ONU Mulheres no Brasil.
Artigo publicado originalmente no jornal Folha S. Paulo em 16 de janeiro de 2017.

Brasil responderá por 35% dos novos desempregados do mundo em 2017

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) prevê que o mundo terá uma taxa de desemprego de 5,8% em 2017 — leve aumento frente aos 5,7% do ano passado. Serão 3,4 milhões de novos desempregados este ano globalmente, e o Brasil responderá por 35% deles.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) prevê que o mundo terá uma taxa de desemprego de 5,8% em 2017 — leve aumento frente aos 5,7% do ano passado. Serão 3,4 milhões de novos desempregados este ano globalmente, e o Brasil responderá por 35% deles.
A previsão da OIT é que o Brasil tenha 1,2 milhão de novos desempregados em 2017, o equivalente a uma taxa de desemprego de 12,4% (frente a 11,5% no ano passado), uma das maiores entre as economias do G20. Para 2018, a tendência é de que a taxa permaneça a mesma, com a adição de 200 mil novos desempregados no mercado de trabalho do país.
Segundo a organização, o desempenho ruim do Brasil terá forte impacto sobre os números da América Latina e Caribe, cujas taxas de desemprego devem ficar em 8,1% e 8,4% este ano e em 2018, respectivamente.
A OIT afirma que o aumento do desemprego este ano no mundo será impulsionado pela deterioração das condições do mercado de trabalho nos países emergentes, como efeito das profundas recessões nesses países em 2016.
De fato, o número de desempregados nos países emergentes deve aumentar em aproximadamente 3,6 milhões entre 2016 e 2017, com uma taxa de desemprego que deve subir a 5,7%, comparada a 5,6% no ano passado.
Por outro lado, o desemprego deve cair este ano nos países desenvolvidos (em 670 mil), derrubando a taxa para 6,2% (ante 6,3% em 2016). Na Europa — especialmente no Norte, Sul e Oeste —, o desemprego deve continuar caindo, mas o ritmo de melhora irá desacelerar, e há sinais de que o desemprego estrutural está piorando. O mesmo se aplica a Estados Unidos e Canadá, disse a organização.

Três em cada quatro pessoas nas Américas não sabem que têm hepatite, diz OPAS

O primeiro relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) sobre as hepatites virais revelou a enorme escala dessa epidemia silenciosa no continente americano e defendeu uma resposta organizada dos países com o objetivo de prevenir, detectar e tratar as pessoas que necessitam de cuidado.
O novo relatório estimou que cerca de 2,8 milhões de pessoas apresentam infecção crônica pelo vírus da hepatite B na região e cerca de 7,2 milhões pela hepatite C. Desse total, três em cada quatro pessoas não sabem que estão infectadas.
O primeiro relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) sobre as hepatites virais revelou a enorme escala dessa epidemia silenciosa no continente americano e defendeu uma resposta organizada dos países com o objetivo de prevenir, detectar e tratar as pessoas que necessitam de cuidado.
O novo relatório “A hepatite B e C na lupa: a resposta da saúde pública na região das Américas 2016”, divulgado na sexta-feira (13), estimou que cerca de 2,8 milhões de pessoas apresentam infecção crônica pelo vírus da hepatite B na região e cerca de 7,2 milhões pela hepatite C.
Desse total, três em cada quatro pessoas não sabem que estão infectadas. A doença pode levar a cirrose, câncer de fígado e até à morte se não for tratada a tempo.
“A hepatite é uma epidemia silenciosa, porque as pessoas infectadas não apresentam sintomas até que haja danos no fígado”, disse Massimo Ghidinelli, chefe da unidade de HIV, Hepatite, Tuberculose e Infecções Sexualmente Transmissíveis da OPAS/OMS.
“Com este informe, começamos a tornar visível a situação da doença na região e aportamos uma ferramenta para que os países possam tomar decisões informadas que orientem suas políticas nesse tema, sobretudo hoje que existem intervenções para a prevenção da hepatite B e a cura da hepatite C”, disse Ghidinelli.
Estima-se que as hepatites B e C sejam responsáveis por cerca de 125 mil mortes por ano, mais do que a tuberculose e a infecção por HIV. O relatório mostra que das 7,2 milhões de pessoas que vivem com hepatite C crônica na região, apenas 300 mil recebem tratamento, ou seja, 4%.
Estima-se que, a cada ano, cerca de 65 mil pessoas sejam infectadas com o vírus da hepatite C. Embora novos tratamentos tenham o potencial de curar cerca de 90% dos infectados com hepatite C e reduzir o risco de morte por câncer de fígado ou cirrose, estes ainda não são totalmente acessíveis por conta do alto custo, e apenas 19 países os financiam, de acordo o relatório.
A hepatite B pode ser transmitida de mãe para filho no momento do parto, entre outras vias. Mas a vacinação de todos os recém-nascidos pode prevenir a infecção em 95% dos casos, além de proteger as gerações futuras dessa infecção durante toda a sua vida.
De acordo com o relatório, todos os países da região vacinam crianças menores de 1 ano contra a hepatite B. Mas 31% não o fazem nas primeiras 24 horas após o nascimento – em desconformidade com o que recomenda a OMS.
O relatório também revela que, em 2014, 15 países da região realizaram cerca de 18,1 mil transplantes de fígado. No entanto, a maioria deles (82%) foi realizada nos Estados Unidos.
Em 2015, os ministros da saúde das Américas fecharam acordo para adotar uma série de medidas com o objetivo de prevenir e controlar a infecção por hepatites virais no Plano Regional da OPAS para as Hepatites Virais 2015-2019, com destaque para a hepatite B e C.
O mundo busca acabar com as hepatites como um problema de saúde pública até 2030. Entre outras ações, o plano propõe que os países formulem planos nacionais, ampliem a vacinação contra a hepatite B a todas as crianças menores de 1 ano e a grupos populacionais de alto risco e vulneráveis; realizem campanhas de informação e busquem opções para ampliar o acesso aos medicamentos.

HCU-UFU promove Semana Mundial de Luta contra o preconceito pela Hanseníase


O Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária e Hanseníase do Hospital de Clínicas de Uberlândia da Universidade Federal de Uberlândia (Credesh /HCU-UFU) promove de 19 a 27 de janeiro, a Semana Mundial de Luta contra o preconceito pela Hanseníase.
A Hanseníase representa um problema de saúde publica que exige vigilância em todos os níveis de atenção. O tratamento é gratuito e está disponível nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
A doença é crônica, proveniente de infecção causada pelo Mycobacterium leprae. Considerada infecto-contagiosa, de evolução lenta, manifesta-se por meio de sinais e sintomas dermatoneurológicos, como lesões na pele e nos nervos periféricos, principalmente, nos olhos, mãos e pés.
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado evitam sua evolução e conseqüentemente impedem a instalação das incapacidades físicas por ela provocadas.
A organização do evento conta com a parceria da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Uberlândia, do MORHAN Movimento de Reintegração da Pessoa Atingida pela Hanseníase e a Casa das Bem Aventuranças (CBA).

Confira a programação abaixo:
Data
Local/Horário
Atividade
19/01/2017

Auditório 3C – Biblioteca – Campus Santa Mônica (13h as 17h30)
Sensibilização para Agente Comunitário de Saúde/Secretaria Municipal de Saúde/PMU
23/01/2017
Parque Sabiá – Stand próximo ao palco das atividades físicas
Divulgação da Semana Hanseníase – distribuição de cartilhas e folders
24/01/2017
Terminal Rodoviário
(8h as 12h) e (13h as 17h)
Informação Hanseníase, Exposição de fotos,
Roda de conversa
Apresentação musical,
Teatro Nina
25/01
UBSF – Setor Oeste e Central Norte
(manhã – tarde)
Informação Hanseníase, Apresentação musical,
Teatro Nina
26/01
UBSF – Setor Leste e Sul
(manhã e tarde)
27/01
Encerramento – das 13h às 17h – saguão do Centro Administrativo
Informação Hanseníase, Apresentação musical,
Exposição de fotos

Fonte: Assessoria de Comunicação HCU-UFU

#JANEIROBRANCO


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

E aí, qual é a sua identidade???



Museu de Ciências Naturais: programação especial entre os dias 17 e 28 de janeiro

O Museu de Ciências Naturais PUC Minas tem uma programação especial para o período de 17 a 28 de janeiro (terça a sábado), época de férias escolares. Além da visita às exposições do museu, serão oferecidas atividades educativas e recreativas como pintura e confecção de réplicas, trilha na matinha, escavação paleontológica, oficinas variadas, circo da física, espeleologia, mágica, entre outras atividades.
O ingresso custa R$10; de 4 a 12 anos e maiores de 60 pagam R$5; e abaixo de 4 anos a entrada é franca. O museu funciona de terça a sábado, das 9h às 17h, e às quintas-feiras das 9h às 21h. 
Endereço: av. Dom José Gaspar, 290, bairro Coração Eucarístico, em Belo Horizonte.
Programação:
ATIVIDADES
CAIXA DE TOQUES – terça-feira a sábado, das 9h às 11h30 e das 14h às 16h30
DESENHOS PARA COLORIR – terça-feira a sábado, das 9h às 11h30 e das 14h às 16h30
CANTINHO DA LEITURA – terça-feira a sábado, das 9h às 11h30 e das 14h às 16h30
PINTURA DE RÉPLICAS – terça-feira a sábado, das 9h às 11h30 e das 14h às 16h30
BRINQUEDOTECA – terça-feira a sábado, das 9h às 17h
ADESTRAMENTO DE AVES – terça e quinta-feira, das 9h30 às 12h
OFICINA DE TOQUE: ANFÍBIOS E RÉPTEIS – terça e quinta-feira, das 9h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h30
CADA UM TEM O ESQUELETO QUE PRECISA – do dia 24 a 28 de janeiro, das 9h30 às 11h30 e das 14h às 16h30
OFICINA DE TOQUE: MAMÍFEROS – terça-feira a sábado, das 9h30 às 11h30 e das 14h às 16h30
BATE PAPO ESPELEOLÓGICO – aos sábados, das 10h às 12h
UTILIZANDO A ENERGIA SOLAR – terça-feira a sábado, das 9h às 16h
CIRCO DA FÍSICA – terça a sexta-feira, das 9h às 17h
TRILHA NA MATINHA* – terça-feira a sábado, às 9h30, 11h, 14h30 e 16h
Faixa etária: 7 a 12 anos
ESCAVAÇÃO PALEONTOLÓGICA* – terça-feira a sábado, às 10h, 11h30, 14h e 15h30
Faixa etária: 4 a 12 anos
CONFECÇÃO DE RÉPLICAS* – terça-feira a sábado, às 10h e às 14h30
Faixa etária: a partir de 5 anos
MODELAGEM DE DINOSSAUROS* – quarta e sexta-feira, às 14h30
Faixa etária: a partir de 5 anos
A ARTE DE PLANTAR* – dias 18, 19, 24 e 26 de janeiro, às 10h30 e às 15h
Faixa etária: a partir de 5 anos
COMO MONTAR UM MINHOCÁRIO* – quarta e sexta-feira, às 14h30
Faixa etária: a partir de 5 anos
CONFECÇÃO DE PIPA* – terça e quinta-feira, às 10h e às 14h30
Faixa etária: a partir de 7 anos
OFICINA DE DESENHO* – terça, quinta e sábado, às 10h, 11h30, 14h e às 15h30
Faixa etária: 7 a 10 anos
MÁSCARA DE DINOSSAUROS* – terça e quinta-feira, às 10h e às 14h30
JOGO: DESCOBRINDO OS ANFÍBIOS E RÉPTEIS* – quarta e sexta-feira, às 9h30, 11h, 14h e às 15h30
DANÇA PRA TODO MUNDO* – terça a sexta-feira, das 16h às 17h
MÁGICO* – 18 e 25 de janeiro, às 15h, no Auditório
Atividades com número limitado de participantes: retirar senha na recepção às 9h para as atividades da manhã, e às 13h para as atividades da tarde.
Dependendo das condições climáticas, a programação pode ser alterada.
Para a Trilha, recomenda-se uso de sapatos fechados e repelentes.
Mais informações: (31) 3319-4152 e 3319-4520