quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Para pensar...


O dia mais belo: hoje
A coisa mais fácil: errar
O maior obstáculo: o medo
O maior erro: o abandono
A raiz de todos os males: o egoísmo
A distração mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desânimo
Os melhores professores: as crianças
A primeira necessidade: comunicar-se
O que traz felicidade: ser útil aos demais
O pior defeito: o mau humor
A pessoa mais perigosa: a mentirosa
O pior sentimento: o rancor
O presente mais belo: o perdão
o mais imprescindível: o lar
A rota mais rápida: o caminho certo
A sensação mais agradável: a paz interior
A maior proteção efetiva: o sorriso
O maior remédio: o otimismo
A maior satisfação: o dever cumprido
A força mais potente do mundo: a fé
As pessoas mais necessárias: os pais
A mais bela de todas as coisas: O AMOR!

Madre Teresa de Calcutá

INCA lança vídeo incentivando doação de sangue


O INCA lançou o vídeo “Seja você também um super-herói. O INCA precisa de você. Doe sangue". A campanha foi apresentada dia 30 de setembro, durante o Congresso INCA 80 anos, e pode ser vista abaixo e no canal  do Instituto no Youtube.
Com a presença de personalidades, como o dançarino Carlinhos de Jesus e a bailarina Ana Botafogo – padrinhos do projeto – e o ator Márcio Kieling, o instituto espera atingir o público mais jovem, além da população em geral. A ideia é que os mais novos passem a doar sangue independentemente de ser um amigo ou parente quem esteja precisando.
Para doar, os voluntários devem ter entre 16 e 69 anos, portar documento de identidade oficial com foto, estar bem de saúde, pesar mais de 50 kg e não estar de jejum. As doações podem ser feitas no Banco de Sangue do Hospital do Câncer I (HCI), na Praça da Cruz Vermelha, 23, 2º andar – Centro – RJ, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 14h30, e aos sábados, das 8h às 12h.

INCA publica folder sobre sinais de alerta do câncer infantil

23/11/2017

Material faz parte de ações que integram o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil

Hoje é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil. A data foi instituída por lei em 2008 com os seguintes objetivos: estimular ações educativas e preventivas relacionadas ao câncer infantil; promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de atenção integral às crianças com câncer; apoiar as atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil em prol das crianças com câncer; difundir os avanços técnico-científicos relacionados ao câncer infantil; e apoiar as crianças com câncer e seus familiares.
Como parte dessas ações, o folder Câncer da Criança: Sinais de Alerta foi elaborado por instituições internacionais de controle do câncer e, no Brasil, editado pelo INCA, com informações para que pais e responsáveis saibam se devem solicitar uma avaliação médica.  

Abertas as inscrições para o próximo colóquio Múltiplos Olhares sobre a Surdocegueira

O tema deste ano será a Síndrome de Usher.
Evento será no dia 28 deste mês, das 13h às 17h, no Teatro Benjamin Constant. Os interessados em participar têm até o dia do evento para se inscreverem pela internet.  Basta clicar aqui. 
 
O Colóquio, realizado anualmente, é uma iniciativa conjunta do Grupo Estudos e Pesquisas na Surdocegueira (GPESC) e do Grupo de Pesquisa em Tecnologias Educacionais e Tecnologia Assistiva na Deficiência Visual, Surdocegueira e Deficiência Múltipla (GPTec).  Ambos os grupos são vinculados ao Centro de Estudos e Pesquisa da Divisão de Pesquisa, Documentação e Informação (DDI) do Departamento Técnico-Especializado do Instituto Benjamin Constant (DTE).
 
A síndrome de Usher é uma doença genética que causa surdez e cegueira. Trata-se de uma retinite pigmentosa de carácter progressivo, combinada com deficiências auditivas graves de natureza congênita.  A doença afeta uma em cada cem mil pessoas no mundo, atingindo  homens e mulheres na mesma proporção. 
 
No colóquio, serão discutidos aspectos educacionais, os suportes tecnológicos acessíveis para esse grupo bem como as mediações necessárias para a inclusão educacional dessas pessoas e as políticas públicas em andamento para atender a esta população. 
 
Especialistas convidadas:
 
1 - Shirley Maia - pedagoga pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (1983) ,  com mestrado em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2004) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (29.08. 2011). Diretora Educacional e sócia fundadora da Associação Educacional Para Múltipla Deficiência (AHIMSA) e presidente do Grupo Brasil de Apoio ao Surdocego e ao Múltiplo Deficiente Sensorial. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Especial. 
2 - Lara Gontijo de Castro Souza - graduada em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2014). É representante regional da Associação Brasileira de Surdocegos. Trabalha como Educadora Social na Feneis. Tem experiência na área de Engenharia de Software e em acessibilidade e inclusão, especialmente nas áreas de surdocegueira, Língua Brasileira de Sinais, comunicação alternativa e tecnologia assistiva.
3 - Karine Vieira da Rocha - graduada no Curso Bilíngue de Pedagogia do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), onde trabalha como técnica administrativa tradutora e intérprete de Libras, possui  pós-graduação latu sensu em Educação de Surdos. Também atua como guia-intérprete da Pastoral dos Surdos na Arquidiocese do Rio de Janeiro. 
 
 
Para mais informações, ligar para (021) 3478-4517.

Especialista lança livro sobre a aprendizagem na diversidade

A autora, Leonídia Borges, é professora aposentada do IBC e sua publicação enfoca o aluno com deficiência visual e disfunção cerebral.
A obra intitulada Aprendizagem na Diversidade será lançada em evento promovido pela Editora Multifoco e o Selo Luminária Academia, no dia 9 de dezembro, no Bistrô Multifoco, situado no número 125 da Av. Mem de Sá - Lapa/Rio de Janeiro/RJ, das 15h às 18h.
O livro apresenta as neurociências e a informática no processo de desenvolvimento das habilidades da vida diária, de orientação e mobilidade, de pensamento e da linguagem oral. 
Para maiores detalhes do livro, já à venda pelo site da editora,  clique aqui.

Sobe número de pessoas sofrendo de subnutrição crônica na África Subsaariana

O número de pessoas nessas condições cresceu de 200 milhões para 224 milhões – 25% do número total de pessoas que passam fome no mundo. Alerta foi feito pela FAO, agência agrícola e alimentar das Nações Unidas. Impacto de conflitos e da mudança climática são duas das principais causas, afirmou agência.

As condições climatéricas adversas e uma economia global lenta, além de conflitos, são fatores que estão aumentando a insegurança alimentar na África.
alerta foi feito pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) durante o lançamento de um relatório na última quinta-feira (16).
A agência da ONU divulgou o comunicado em três cidades – Acra, Abidjan e Roma – para chamar a atenção para o aumento no número de pessoas sofrendo de subnutrição na África Subsaariana.
Especialistas da FAO afirmam que existe uma necessidade urgente de construir resiliência nas comunidades afetadas pelas mudanças climáticas. Outra urgência são soluções pacíficas que possam ajudar a fortalecer a segurança alimentar.
A prevalência de subnutrição cresceu de 20,8 % para 22,7% entre 2015 e 2016, de acordo com o relatório Panorama Regional sobre Segurança Alimentar e Nutrição.
O número de pessoas nessas condições cresceu de 200 milhões para 224 milhões – 25% do número total de pessoas que passam fome no mundo.
O informe deste ano fala sobre a relação entre segurança alimentar e conflito – e como a resiliência pode ser construída para a nutrição, a paz e a segurança alimentar.
O tema está foi debatido em simpósio na semana passada, em Abidjan, na Costa do Marfim.
A combinação de conflitos e condições climáticas – especialmente as seguidas secas na África – têm colocado em risco os avanços alcançados nos últimos anos. Muitas estiagens estão ligadas ao fenômeno El Niño, o que prejudicou as plantações e os rebanhos.
A maioria da população que enfrenta insegurança alimentar vive em países afetados por conflitos.
(Com ONU News em Nova Iorque)

OIT: desemprego entre jovens brasileiros deve atingir 30% em 2017, maior taxa desde 1991

A região da América Latina e Caribe deve registrar o maior aumento das taxas de desemprego entre jovens no mundo, segundo relatório divulgado na segunda-feira (20) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
As perspectivas regionais são negativamente afetadas pelo fraco desempenho econômico do Brasil, onde a taxa de desemprego entre jovens deve atingir 30%, o maior índice desde 1991, segundo o documento “Tendências Globais de Emprego para a Juventude 2017”.

A região da América Latina e Caribe deve registrar o maior aumento das taxas de desemprego entre jovens no mundo, segundo relatório divulgado na segunda-feira (20) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A taxa de desemprego jovem latino-americana e caribenha deve subir quase 1 ponto percentual entre 2016 e 2017, para 19,6%, maior nível desde 2004 e bem acima do índice de 14,5% registrado em 2013. Isso significa que mais 500 mil jovens ficarão desempregados na região este ano.
Em 2018, a previsão é de que a taxa de desemprego juvenil nos países latino-americanos e caribenhos permaneça estável.
As perspectivas regionais para este ano estão sendo negativamente afetadas pelo fraco desempenho econômico do Brasil, onde a taxa de desemprego entre jovens deve atingir 30%, o maior índice desde 1991, segundo o documento “Tendências Globais de Emprego para a Juventude 2017”.
O desempenho ruim no Brasil será apenas parcialmente compensado pela expectativa de queda das taxas de desemprego juvenil na Argentina e no México, de acordo com a OIT.
Os índices brasileiros e latino-americanos de desemprego entre jovens estão acima das taxas globais. Enquanto em 2016 a taxa global de desemprego juvenil ficou estável em 13%, a expectativa é que ela aumente levemente para 13,1% este ano.

ONU: América Latina e Caribe despejam 30% de seu lixo em locais inadequados

A geração diária de resíduos sólidos urbanos nos países da América Latina e do Caribe atingiu cerca de 540 mil toneladas, e a expectativa é de que, até 2050, o lixo gerado na região alcançará 671 mil toneladas por dia. É o que revelam dados apresentados pela ONU Meio Ambiente em evento realizado esta semana (21) pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), em São Paulo.
De acordo com a agência das Nações Unidas, mais de 145 mil toneladas de lixo, ou cerca de 30% do total, são destinadas a locais inadequados diariamente na região.

A geração diária de resíduos sólidos urbanos nos países da América Latina e do Caribe atingiu cerca de 540 mil toneladas, e a expectativa é de que, até 2050, o lixo gerado na região alcançará 671 mil toneladas por dia. É o que revelam dados apresentados pela ONU Meio Ambiente em evento realizado esta semana (21) pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), em São Paulo.
O levantamento, que faz parte do Atlas de Resíduos da América Latina, relatório da ONU Meio Ambiente que será lançado em breve, mostra que, em média, a cobertura da coleta na região da América Latina e Caribe supera 90%, mas pode variar de acordo com o país, e diminui sensivelmente nas periferias e áreas rurais.
De acordo com Jordi Pon, coordenador regional de resíduos e químicos da ONU Meio Ambiente e coordenador do estudo, “a região tem apresentado vários avanços na gestão de resíduos sólidos, porém, em relação à disposição final, ainda existe um déficit considerável, com mais de 145 mil toneladas de lixo, cerca de 30% do total, destinados para locais inadequados diariamente.
O tema da poluição, incluindo a causada pelos resíduos, faz parte de uma agenda mundial e é o principal tópico da Terceira Assembleia da ONU para o Meio Ambiente, que acontecerá em Nairóbi, no Quênia, de 4 a 6 de dezembro. Como fórum decisório mundial de mais alto nível sobre questões ambientais, a assembleia reunirá governos, líderes empresariais, sociedade civil e outras partes interessadas em compartilhar ideias e se comprometer com ações contra a poluição.
Na ocasião, o novo relatório “Rumo a um planeta sem poluição“, do diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, que traz um panorama atual de todos os continentes, permitirá examinar o que sabemos sobre a poluição e delinear elementos-chave de um quadro abrangente de ações para combatê-la.
“Os dados apresentados pela ONU Meio Ambiente mostram que, mesmo com algumas melhorias alcançadas nos últimos anos, cerca de 170 milhões de pessoas ainda estão expostas às consequências desse problema em decorrência dos graves impactos causados ao meio ambiente (solo, ar e água) e à saúde da população”, disse Carlos Silva Filho, diretor-presidente da ABRELPE e membro do Comitê Diretivo do Atlas de Resíduos.
Na apresentação dos dados, Jordi Pon também destacou que o relatório faz uma análise sobre a composição dos resíduos sólidos urbanos. A fração orgânica, por exemplo, representa mais da metade de todo resíduo descartado nas cidades latino-americanas, índice que varia bastante de acordo com a renda do país. “Enquanto em países de baixa renda, 75% do lixo descartado é proveniente de matéria orgânica, em países com renda mais elevada esse índice é de 36%”, comentou Pon.
As informações apresentadas mostram ainda que é comum encontrar resíduos perigosos no lixo doméstico, como baterias, equipamentos elétricos e eletrônicos, remédios vencidos, entre outros. Já a fração restante é composta pelos chamados resíduos secos, como metais, papéis, papelão, plásticos, vidro e têxteis. De modo geral, as iniciativas de reciclagem atingem o índice de 20% em determinadas regiões da América Latina, em grande parte graças à contribuição do setor informal.
Pon também observa que praticamente todos os países da região contam com disposições e normas legais para serem cumpridas pelos geradores e manipuladores de resíduos, bem como penalidades por descumprimento, mas o quadro institucional é fraco. “Isso cria um vácuo de responsabilidades governamentais, com poucas ações de acompanhamento e monitoramento, resultando, entre outras coisas, em uma aplicação deficiente da lei tanto no setor público quanto no privado”, explicou o coordenador da ONU Meio Ambiente.
Outro tópico abordado pelo estudo diz respeito aos níveis de investimento público e privado em gestão de resíduos, apontando que os mesmos não são suficientes para financiar a infraestrutura necessária para mitigar as principais deficiências, como ampliação da cobertura de coleta, baixas taxas de reciclagem e disposição final inadequada.
“O estudo mostra que o financiamento é uma questão fundamental para a melhoria e sustentabilidade dos mecanismos de gestão de resíduos, especialmente na América Latina e no Caribe, onde os modelos financiados por recursos municipais prevalecem e, em muitos casos, os custos dos serviços não são recuperados em sua totalidade”, disse Carlos Silva Filho, concluindo que “ainda não há uma consciência clara do fato de que o custo econômico dos impactos negativos causados pela gestão inadequada dos resíduos (o custo da inação) é maior do que o custo de investimento em um sistema adequado”.
Os dados apresentados fazem parte de um projeto da ONU Meio Ambiente, originado a partir do lançamento do Altas Global de Gestão de Resíduos em 2016, e incluem relatórios sobre a situação dos resíduos sólidos na América Latina e Caribe, Ásia, Ásia Central, África, Regiões Montanhosas e Pequenas Ilhas-estado (SIDS).

Algo para se pensar: O “paradoxo nórdico”

Os países europeus campeões em violência sexual

Por Gabriela Ruic - Exame.com

São Paulo – Inglaterra e País de Gales são os locais que registraram o maior número de crimes sexuais em toda a União Europeia (UE). Ao todo, 64.500 delitos dessa sorte foram reportados e 35.800 deles foram estupro.
Esses números absolutos são de 2015 e foram divulgados nesta quinta-feira pelo Eurostat, órgão estatístico do bloco hoje composto por 28 países, que lembra, ainda os dados não necessariamente refletem o número real desses crimes, uma vez que o relatório abarca apenas os casos que chegam até a polícia.
Ainda sobre os crimes sexuais em termos absolutos, em segundo, está a Alemanha, que registrou 34.300 crimes sexuais (7.000 estupros), em terceiro, a França, com 32.900 (13.000), e, em quinto, a Suécia 17.300 (5.500).
Ao todo, foram de 215.000 delitos (80.000) reportados UE afora. 8 em cada 10 vítimas de crimes sexuais e 9 em cada 10 vítimas dos estupros eram mulheres e meninas e 99% das pessoas presas em razão desses casos eram homens.
Em termos relativos, o país campeão em violência sexual é a Suécia, com uma taxa de 178 crimes para cada 100 mil habitantes. A Escócia surge em segundo (163), Irlanda do Norte em terceiro (156) e Inglaterra e País de Gales em quarto (113). Quando se olha para os estupros, Inglaterra e País de Gales sobem para a primeira posição (62) e são seguidos pela Suécia (57). [....]

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

"Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais" é o 3º objetivo fundamental da República Federativa do Brasil / Constituição Federal de 1988.

Ainda somos os mesmos...



Por Alessandra Leles Rocha




Que país é esse que não se constrange ao ver uma criança desmaiar de fome na escola 1? Pior do que a miséria de fato é à miséria mental, que nos torna omissos e coniventes com tantos absurdos. São séculos de uma observação à distância, do não envolvimento cidadão, do descompromisso com o presente e o futuro nacional. Sempre postergando, delegando a terceiros uma responsabilidade que começa com cada um. São problemas meus, seus, nossos e que não suportam mais esperar; mas, o Brasil parece insistir em viver dentro de bolhas que não se misturam, não se interagem, não se fundem em prol do todo.
Somos o espelho do individualismo egoísta, que hasteia a bandeira do EU. Vivemos a olhar e a contemplar o próprio umbigo como se a nossa existência resumisse toda a importância humana. Todo o restante é invisível. Por isso, todas as preocupações estão centradas no EU absoluto e se traduzem nas explanações de que EU quero, EU preciso, EU faço, EU... EU... EU...  A consciência de que não se é uma ilha só acontece quando o todo decide falar, manifestar, exigir, ocupar seu lugar de direito na história.
A consequência imediata disso está no modo como fazemos nossas escolhas, na displicência com que elegemos nossos representantes nas mais diversas esferas sociais e gerimos nossos recursos. De modo que não nos atentamos de que no fundo estamos sob o mesmo regime de moagem da cana, ou seja, sendo comprimidos, espremidos, de todas as formas, restando o bagaço inerte e improdutivo no fim de uma vida, nem sempre tão longa como se possa imaginar.
Pagamos impostos diversas vezes pelas mesmas coisas, de diferentes formas, para no final das contas não vemos retorno social algum. Desperdiçamos água, alimentos e outros bens de consumo, sem a menor dor na consciência, sob a alegação de que compramos com o próprio dinheiro e, por isso, podemos agir assim. Investimos dinheiro público no setor privado, enquanto os serviços essenciais previstos na Constituição Federal de 1988 sucumbem. ...Somos regidos pela ideia de que se o meu prisma é satisfatório; pouco importa os demais.
O fato de a desigualdade social, em todos os parâmetros, existir não significa que ela precise existir. Podemos sim, mitiga-la, torná-la menos perversa e cruel ou, até mesmo, extirpá-la. Podemos sim. Mas, isso depende de consciência, de um exercício pleno de cidadania. Individualmente pode-se até chegar mais rápido algumas vezes; mas, coletivamente temos mais segurança, mais força, mais condições de vencer. A própria natureza ensina isso.
São mais de quinhentos anos de história repetindo os mesmos erros, ao invés de superá-los. Vivemos em constante anticidadania, enaltecendo defeitos e adormecendo virtudes. Assim, patinamos, patinamos e não saímos do lugar; aliás, de vez em quando, vamos para o fim da fila. Reafirmamos com gosto a prática de torcer o nariz para tudo e para todos, bancando a prepotência de quem se julga acima de tudo e de todos. Não é à toa que Paulo Freire 2 afirmou, Desrespeitando os fracos, enganando os incautos, ofendendo a vida, explorando os outros, discriminando o índio, o negro, a mulher, não estarei ajudando meus filhos a serem sérios, justos e amorosos da vida e dos outros”.
Sabe, ver uma criança desmaiar de fome na escola em pleno século XXI é constrangedor demais para um país como o Brasil; muito embora, seja explicável pelas páginas da sua própria história. Talvez seja esse o grande motivo da vergonha que nos causa, pois fatos assim nos dão a perfeita dimensão que permanecemos os mesmos depois de tanto tempo.

“A única arma para melhorar o planeta é a Educação com ética. Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da pele, por sua origem, ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.” Nelson Mandela

Década Internacional de Afrodescendentes

Ao declarar a Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024), a comunidade internacional reconhece que os povos afrodescendentes representam um grupo distinto cujos direitos humanos precisam ser promovidos e protegidos. Cerca de 200 milhões de pessoas autoidentificadas como afrodescendentes vivem nas Américas. Muitos outros milhões vivem em outras partes do mundo, fora do continente africano. Confira abaixo notícias e visite o site oficial: http://decada-afro-onu.org

#VidasNegras: preconceito e o direito de ir e vir

O racismo restringe os direitos das pessoas negras, incluindo o de ir e vir. Jovens negros não podem ser impedidos de circular e permanecer em espaços públicos.
A campanha “Vidas Negras”, pelo fim da violência contra a juventude negra, adverte: o lugar da juventude negra é em todo lugar! Lançada pela ONU no mês da consciência negra, a iniciativa quer chamar atenção da sociedade e dos gestores públicos sobre os prejuízos do racismo não só para a população negra, mas para todos os brasileiros.
Confira nesse vídeo com o Dream Team do Passinho.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

II CONALIBRAS - Informações sobre a etapa virtual, pela internet.


DATAS IMPORTANTES 

29/11 – Data limite para inscrição de participação geral do evento
22/11 - Data limite para inscrições com apresentação de trabalho Comunicação e Pôster (resumo) - trabalhos2conalibrasufu@gmail.com
19/11 a 24/11 - Resultado de trabalhos aprovados
 26/11 - Início das atividades do II Congresso Nacional de Libras da Universidade Federal de Uberlândia – CONALIBRAS-UFU – Etapa Virtual
10/12/2018 – Data limite para o envio do trabalho completo (artigo e/ou resumo expandido) – trabalhos2conalibrasufu@gmail.com

Esse será o primeiro Evento da área de Libras que será realizado em na modalidade a distância no Brasil. O objetivo de realizar o Congresso de Libras a distância é atender a inúmeros pedidos de várias pessoas que não conseguiram se deslocar para participar do II CONALIBRAS presencialmente.

Compreendendo a situação e buscando levar as discussões envolvendo a Libras em seus aspectos linguísticos, Identitários e culturais, educação e escolarização do surdo e também no aspecto da tradução e interpretação a todos os interessados na área sendo surdos e ouvintes, é que tivemos essa iniciativa de, a partir das tecnologias da EAD, propiciar condições de participação de todos os interessados nesse relevante evento, independente do lugar que o participante esteja. 

A título de informação, o evento será realizado em uma plataforma fechada, o Moodle, e o participante inscrito poderá assistir as palestras, apresentar seus trabalhos, terem seus resumos e trabalhos completos publicados nos anais do evento e ainda ter acesso a todos os trabalhos apresentados pelos demais participantes nas salas de bate-papo do Evento. Haverá certificação.  

Teremos a modalidade de Pôster e de Comunicação para a apresentação de trabalhos. 

As discussões e apresentação de trabalhos acontecerão em fóruns de discussões em que todos os participantes podem discorrer sobre o seu trabalho de forma escrita e a partir de slides, sendo que os demais participantes poderão deixar suas contribuições com questionamentos e respostas para os trabalhos de temas de interesse.

Maiores informações acessem o link: http://www.eventos.ufu.br/ii-conalibras
Para inscrições acessem o link: Para se inscrever, acesse o link: 
Fonte: Profa. Eliamar Godoi (CEPAE/UFU)

sábado, 11 de novembro de 2017

"Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são". William Shakespeare

Telhados de vidro...



Por Alessandra Leles Rocha




Finalmente, o Brasil decidiu escancarar a sua face preconceituosa e intolerante. O “politicamente correto” é, de fato, difícil de sustentar até que em um dado momento as aparências sucumbem ao que habita dentro do inconsciente. Já deveríamos saber que não há como “esconder as sujeiras sob o tapete” por toda a vida.
Éramos bons em impingir a outras sociedades essa lado triste e infeliz do ser humano, como se fôssemos um exemplo de civilidade, de respeito, de convivência fraterna, de profunda naturalidade em relação às diferenças. O fato de o país exibir uma diversidade sociocultural riquíssima, isso nunca significou a paz entre nós. Sempre existiu sob o manto nacional das aparências hipócritas um olhar desaprovador, inquisidor, sobre toda e quaisquer formas de pluralidade – status, gênero, etnia, credo, escolaridade...
Mas, agora decidimos nos portar exatamente como aqueles que antes condenávamos. Abdicamos da racionalidade, da empatia reflexiva, e de quaisquer outros valores e virtudes humanas para resumirmos todas as nossas insatisfações, frustrações e afins, no radicalismo do preconceito. Como se a vida não nos confrontasse a todo instante com demandas existenciais que deveriam estar à frente de todas as prioridades.
Nossa fúria em torno de uma sociedade ideal chega a ser patológica? Que ideal seria esse, quando cada um pode pensar e compreender a vida por um prisma diferente? Quem seriam os “escolhidos” para compor esse ideal? A busca por um equilíbrio, um denominador comum, está longe de ser o alcance de uma hegemonia. Já dizia Santo Agostinho, “Na essência somos iguais, nas diferenças nos respeitamos”, porque nisso reside à inexistência de estratificação de importância entre nós. Nossa obrigação no campo da coexistência é o respeito. É dessa máxima que se extrai a compaixão, a comunhão, a liberdade, a igualdade e a fraternidade.
Enquanto desferimos palavras impiedosas, ferinas, desqualificando e agredindo seres humanos como nós pelos quatro cantos do planeta, esquecemo-nos de enxergar que em essência, a verdade é que o ser humano não é bom, independente de quem ele seja. São milênios tentando domesticar e civilizar essa barbárie indomável que nos habita, por isso, basta uma centelha de desconforto para tudo se aflorar. No fundo, não sabemos lidar com a nossa identidade e se não nos aceitamos nos limites da nossa singularidade, muito menos sabemos lidar com a pluralidade coletiva.
E isso tem um preço alto. Apegados em irrelevâncias, em achismos, em opiniões terceirizadas, amparados pelo discurso de defensores da moral, dos “bons costumes”, da família e etc. esquecemo-nos de nos unir em torno do que é realmente vital. Sim, porque a violência, a fome, as doenças,...  fazem de cada um, uma vítima em potencial em cada esquina. Engana-se quem pensa estar a salvo das intempéries naturais e humanas, por viver aqui, ali ou acolá.
Olhar para a vida de frente é desafiador, eu concordo. Arregaçar as mangas, então, nem se fala. Mas, a verdade é que isso é inevitável, queira você aceitar ou não. As grandes mudanças do mundo não acontecem por ações pontuais de uns e outros, mas da força bruta das conjunturas que nos empurram à revelia. Uma necessidade maior, acima de nossas cabeças, de nossos quereres, age para nos proteger de nós mesmos, da nossa inércia comodista, da nossa indiferença perversa, da nossa insensibilidade latente, do nosso ódio arraigado.
Enquanto você se esforça bravejando que não gosta disso ou daquilo, desse (a) ou daquele (a), cerca de 20 milhões de pessoas podem morrer de fome nos próximos seis meses em quatro países africanos: Iêmen, Nigéria, Somália e Sudão do Sul. Mas, não precisa ir longe não, segundo dados de pesquisa publicada em 2014, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 7 milhões de pessoas convivem com a fome no Brasil. Sem contar, os fenômenos migratórios que ampliam cada vez mais o êxodo de milhões de pessoas pelo mundo e que já batem à nossa porta sem cerimônia, ou os conflitos armados que matam civis e inocentes sem a menor culpa ou remorso, ou as epidemias que atacam e, ao mesmo tempo, exibem a fragilidade dos serviços de saúde e da oferta de medicamentos e profissionais especializados. Enfim... 
Quando visto de perto o mundo não é maravilhoso, como diz a canção 1. E não é, porque depende do ser humano para isso. Depende das suas escolhas, das suas vontades, da sua consciência, dos seus princípios... Nós brasileiros deveríamos pensar a respeito; afinal de contas, quem somos nós, o que diz a nossa história? Nosso país é resultado de um processo bárbaro de colonização exploratória, cujos interesses de outros sobrepuseram aos nossos. Houve quem não nos enxergasse, não nos reconhecesse, apenas nos julgasse inferiores, medíocres, insignificantes, mera força de trabalho braçal. E hoje temos coragem de reafirmar essas ações, agindo da mesma forma. Fazendo exatamente o que fizeram conosco. De nos julgarmos acima do Bem e do Mal. Esquecendo e segregando partes da nossa própria sociedade.
Como se vê nossa inversão de valores é tão assustadora que chegamos ao ponto de nos envergonhar das virtudes e enaltecermos o primitivismo, a barbárie.  Ao contrário de continuar exibindo essa estupidez descomunal em atos intolerantes e preconceituosos, deveríamos nos restringir a reflexão profunda que exibe com mais nitidez a dimensão de nossos telhados de vidro.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

II CONALIBRAS - 12 a 18/11/2017 (etapa virtual, pela internet).

Olá! Participantes do II CONALIBRAS
Vem aí a primeira edição a distância do CONALIBRAS – Congresso Nacional de Libras da UFU.
Pela primeira vez, atendendo a inúmeros pedidos, o evento será realizado em duas etapas: de 06 a 09/11/2017 (etapa presencial, em Uberlândia – MG – Campus Santa Mônica) e de 12 a 18/11/2017 (etapa virtual, pela internet).
Faça sua inscrição e prepare os seus resumos, textos (Pesquisas, Projetos e Relatos de experiência) e apresente a sua pesquisa.
As inscrições e submissão de trabalho já começam. Aguardamos você!

Para participar e ter mais informações, acesse nosso site: http://www.eventos.ufu.br/ii-conalibras
Para se inscrever, acesse o link: 
Se precisar, entre em contato conosco pelo e-mail: cepae.ufu@gmail.com

Abertura do Evento assim como as demais mesas, com webconferências temáticas serão síncronas e gravadas a serem disponibilizadas no ambiente.

As inscrições com participação e apresentação de trabalho na etapa virtual vão até 09/11/2017 às 11h59. 

Etapa Virtual

Nesta etapa, teremos webconferências temáticas síncronas advindas etapa presencial – gravadas e disponibilizadas no ambiente. Sessões virtuais com apresentações de trabalhos em horários livres, com discussões e interações entre participantes e organizadores do evento especialistas, contando com o apoio de moderadores de sala.
A programação geral e a dinâmica da etapa virtual são indicadas a seguir:
10 e 11/2017 – Intervalo para a equipe distribuir os trabalhos inscritos por eixos nas salas virtuais.

12/11/2017 – PRIMEIRO DIA de evento (Etapa Virtual)
Boas vindas e recepção dos participantes no ambiente virtual
Orientação sobre a dinâmica e logística das discussões
Sessão de tira-dúvidas técnicas e outras
Abertura do Evento, com a webconferência temática síncrona e gravada a ser disponibilizada no ambiente.
12/11 a 15/11/2017 – Dia todo para submissão dos slides ou breves vídeos de apresentação da sua temática para a discussão nos fóruns – O participante deve preparar uma síntese dos elementos principais da pesquisa e submeter em forma de PPT ou breve vídeo na sua sessão para a discussão e acesso de todos os participantes.
12 a 15/11/2017 – Transmissão por webconferência das mesas redondas presenciais
12/11 a 18/11/2017 – Dia todo com horários livres – DIAS SEGUINTES do evento (Etapa Virtual) 
Mesas redondas, com a webconferência temática síncrona e gravada a partir da etapa presencial e disponibilizada no ambiente.
Apresentação de trabalhos em salas virtuais de discussão por meio dos fóruns com especialistas moderadores – Observação: cada participante deve ter ao menos 6 (seis) incursões (participação) em outros trabalhos de seu eixo, devendo ainda responder todas as perguntas colocadas para seu trabalho.
Dinâmicas das apresentações: Discussão e interação entre participantes, com mediação e com apoio de moderadores/animadores das salas virtuais que serão os organizadores do evento (todos da área) distribuídos por área de atuação nos eixos.
Temáticas das sessões virtuais serão os temas de cada eixo. Cada eixo constituir-se-á uma sessão virtual, sendo que os trabalhos serão distribuídos por eixo/sessão.
18/11/2017 – Fechamento da Etapa Virtual
Avaliação do evento pelos participantes – Será disponibilizado um espaço para o participante emitir sua avaliação do II CONALIBRAS.
OBS.: Em breve, serão disponibilizados mais detalhes das apresentações virtuais (palestras e trabalhos).
*Programação sujeita a alterações

domingo, 5 de novembro de 2017

"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda". Paulo Freire

Desafios para uma sociedade em formação



Por Alessandra Leles Rocha




Que bom, o Brasil deu um passo importante no exercício da sua cidadania! Trazer à tona uma discussão tão relevante como é a EDUCAÇÃO INCLUSIVA, para o tema do ENEM 2017, acena uma transformação de consciência e responsabilidade social sem precedentes.
A ideia de ter que se posicionar e tomar uma atitude diante de assuntos desafiadores, geralmente, afugenta as pessoas. Afinal, o que adianta falar se não é para promover nenhuma interferência positiva, não é mesmo? Então, não raramente esses temas ficam submersos, silenciosos, opacos para não despertarem reflexões e falatórios na sociedade.
Mas, isso não significa uma postura adequada. A omissão não alivia o peso que recai sobre atitudes anticidadãs, sobre a culpa quando permitimos veladamente a exclusão de segmentos sociais, os quais constitucionalmente, também, estão amparados em direitos e deveres pela lei. O fato da sociedade não os perceber ou ignorar, não os torna menos importantes nem menos cidadãos; aliás, o Estado em momento algum faz distinção de impostos ou tributos pagos por eles, por exemplo.
Então, a proposta de falar sobre os “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”, abre uma excelente oportunidade para tratarmos de todos os obstáculos enfrentados pelos 45,6 milhões de brasileiros (24%) com algum tipo de deficiência, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Censo de 2010. No rol dessa legião de brasileiros e brasileiras, a população surda é de 10 milhões, com deficiência motora 13 milhões, cega 35 milhões, e com deficiência mental 2,5 milhões.
Quando analisada a distribuição percentual dessa população com 15 anos ou mais de idade por pelo menos uma deficiência investigada e nível de instrução, 14,2% possuíam o fundamental completo, 17,7%, o médio completo e 6,7% possuíam superior completo. A proporção denominada “não determinada” foi igual a 0,4%. Em 2010 havia, ainda, grande parte da população sem instrução e fundamental completo, um total de 61,1% das pessoas com deficiência.
Essa análise é importante, porque reflete prejuízos significativos do ponto de vista econômico e social para esse segmento da população. Isso significa dizer que 61,1% da população com pelo menos um tipo de deficiência chegou ao envelhecimento, sem nenhum preparo para enfrentá-lo. A sociedade ao permitir que essas pessoas se mantivessem com baixa escolaridade retirou delas a possibilidade de inserção no mercado formal de trabalho, colocando-as cada vez mais dependentes do Estado ou na condição de trabalhadores informais. Além disso, limitou a inserção social dessas pessoas sob o aspecto de conviverem no ambiente escolar, o que lhes possibilitaria ampliar a sua diversidade cultural.
Todos esses dados confrontam as expectativas presentes na Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes (09/12/1975), na Constituição Federal de 1988 (art. 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, 6º e artigos 205 a 214), na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) n.º 9394/96 (Capítulo V – da Educação Especial), na Declaração Universal dos Direitos Linguísticos (Barcelona, 1996) e na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), assinado em Nova Iorque, em 30 de março de 2007; o qual o Brasil é signatário e aprovou, posteriormente, seu cumprimento via Decreto-Legislativo, pelo Senado Federal, em 10 de julho de 2008. Ou seja, não nos falta respaldo científico e/ou jurídico para nos movermos em direção a um novo patamar de inclusão na sociedade brasileira.
No que diz respeito à Educação, a sociedade tem vivido as voltas em discussões sobre inúmeros desafios; mas, nada que alcance essa demanda tão importante. Mas, ela existe está dentro da escola, diante dos olhos de muitas pessoas. Entretanto, como em qualquer atividade voltada para o atendimento de pessoas com deficiência, é preciso recursos, especialização e investimentos para atendê-la. Não basta apenas que a escola consiga a sua infraestrutura adaptada, é preciso emergir um compromisso muito maior, por parte das Instituições, principalmente no que diz respeito à especialização de todos os funcionários envolvidos.
É preciso, por exemplo, que os cursos de Licenciatura se atenham a essa demanda de 24% da população nacional e comecem a estruturar suas grades curriculares de maneira comprometida e socialmente responsável. A grande maioria de professores e futuros professores, por exemplo, jamais teve acesso a materiais didáticos adaptados e, portanto, não saberia nem como utilizá-los se necessário; ou mesmo, saber onde buscá-los para o desenvolvimento de seu trabalho. Não se preparam professores para estágios adaptados, para ensinarem alunos com demandas tão especiais... Enfim, para viverem a realidade como ela é de verdade.
Como disse o escritor José Saramago, “Não nos vemos se não saímos de nós”. De tanto olharmos para dentro, autômatos de um mundo frio, calculista e material, vagamos entre nossos pares como se os outros não existissem, como se não passassem de simples legiões de invisíveis. A busca pela empatia é o caminho da nossa própria sobrevivência; pois, quando nos damos à oportunidade de nos colocarmos na pele de nossos semelhantes aprendemos a dimensão da própria existência humana, ninguém é mais ou menos do que o outro. Não somos, estamos. Tudo é breve. Não temos garantias de nada.
Portanto, o desafio reflexivo lançado hoje se torna o desafio da formação de seres humanos que sejam mais humanos, fraternos, conscientes, responsáveis pela construção de um mundo onde a desigualdade, a injustiça, o desrespeito, a brutalidade, a intolerância, e, sobretudo, a incapacidade de amar, não reinem como formas absolutas de coexistência.