quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Participe da Feijoada do Bem - Fundação Dorina Nowill para Cegos


#IMPERDÍVEL!!! MEGA OUTLET BBBEM - Fundação Dorina Nowill para cegos



"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons". Martin Luther King Jr.

Assista a  propaganda antifascista dos EUA dos anos 1940 que viralizou após confrontos em Charlottesville, em  https://www.youtube.com/watch?v=CUrw2Lkd97M.
Na verdade, trata-se de uma boa representação do que diz a fábula A RATOEIRA.
A RATOEIRA

Um rato olhou pelo buraco na parede e quando viu o que o fazendeiro e sua esposa tiraram de um pacote, ficou aterrorizado: era uma ratoeira.
Foi para o pátio da fazenda advertindo a todos:
– Tem uma ratoeira na casa! Tem uma ratoeira na casa!!
A galinha, que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse:
– Desculpe-me, Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não volte a me incomodar por isso, por favor.
E o porco disse a ele:
– Desculpe-me, Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar pelo senhor. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.
E a vaca o questionou:
– O que senhor Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não! Não me amole.
Naquela noite ouviu-se o barulho do disparo da ratoeira. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira tinha pego na cauda de uma cobra venenosa, tocou na serpente e esta a picou.
Ela foi medicada num hospital, mas voltou para casa com febre. O fazendeiro mandou matar a galinha e fazer uma canja para reanimar sua esposa.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco.
A mulher acabou morrendo e o fazendeiro não podendo arcar de imediato com as despesas do funeral, vendeu a vaca para um frigorífico da região.
MORAL DA HISTÓRIA
Nunca diga que um problema não é seu ou que não o afeta, pois quando há uma “ratoeira na casa” todos correm perigo. 
(Autor desconhecido)

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

“Não deverão gerar filhos quem não quer dar-se ao trabalho de criá-los e educá-los.” (Platão)

Responsabilidade parental: abandono afetivo

Cíntia Vesentini

A afetividade como dever parental, decorrente da responsabilidade e planejamento familiar, independe da origem biológico-genética e constitui hoje o vínculo central e definidor da família contemporânea.

 RESUMO: Objetiva-se através do presente trabalho discutir os avanços e modificações na área do Direito de Família decorrentes da evolução social, assim como discutir a possibilidade de responsabilização civil por danos morais decorrentes da quebra do dever de afetividade nas relações paterno-filiais. A matéria vem sendo debatida pela jurisprudência brasileira na última década e ganhou grande notoriedade com o reconhecimento pelo Superior Tribunal de Justiça em 2012, afirmando a possibilidade dos danos morais e a reparação pecuniária por abandono filial-afetivo. Neste estudo, analisa-se a importância da presença dos pais para o desenvolvimento psíquico da criança e do adolescente, o princípio da afetividade como decorrência da dignidade da pessoa humana e dever parental, bem como as consequências de sua ausência. Aborda-se a configuração do abandono afetivo como ato ilícito, a importância de se diferenciar o sentimento de amor com a falta de afetividade decorrente de uma paternidade responsável e dever parental, mostrando carecer os magistrados da área de uma cautela primorosa, para se evitar uma patrimonialização da questão. Discute-se, ainda, o melhor interesse da criança sob a ótica constitucional, infraconstitucional e internacional; e, por fim, faz-se uma análise jurisprudencial da última década, com os julgados favoráveis ou não à questão, para que se possa ter uma visão panorâmica do assunto.
Palavras-chave: Responsabilidade Civil, Abandono Afetivo, Dano moral, Indenização.
Leia o artigo completo em

ONU no Brasil recebe inscrições para concurso de vídeos sobre pobreza; PRAZO PRORROGADO PARA 15 DE AGOSTO.


Continuam abertas as inscrições para o concurso de vídeos Nelson Mandela com o tema “A luta contra a pobreza é uma questão de justiça. Não é um gesto de caridade”. O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) lançou a competição no Dia Mundial Nelson Mandela, celebrado em 18 de julho.
Os três melhores filmes serão divulgados em 1º de setembro e serão exibidos no mesmo mês no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro. Prazo para inscrição foi prorrogado até 15 de agosto.

Pacto Global da ONU no Brasil lança publicações em diferentes idiomas para divulgar boas práticas


Para disseminar internacionalmente as experiências de empresas brasileiras na promoção dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável, a Rede Brasil do Pacto Global lançou neste mês (1º) traduções para o inglês de quatro publicações. Documentos contemplam temas diversos — a integração da Agenda 2030 da ONU a estratégias corporativas, diretrizes para o setor de alimentação, entre outros assuntos.
Publicação sobre imigração e corrupção no mercado internacional ganhou versões em inglês, espanhol, francês, alemão e mandarim.

OPAS lança nova iniciativa para eliminar a transmissão materno-infantil de quatro doenças

Todos os anos, estima-se que 2,1 mil crianças na América Latina e no Caribe nasçam com HIV ou o contraiam de suas mães; 22,4 mil estejam infectadas com sífilis; cerca de 9 mil nasçam com doença de Chagas; e 6 mil contraiam o vírus da hepatite B. Se não forem detectadas e tratadas a tempo, essas infecções podem causar abortos espontâneos, malformações congênitas, problemas neurológicos e cardíacos, cirrose, câncer de fígado e, em alguns casos, até a morte.
Para acabar com a transmissão de mãe para filho dessas quatro doenças até 2020, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lançou o Marco para a Eliminação da Transmissão Materno-Infantil do HIV, Sífilis, Hepatite e doença de Chagas. Trata-se de um roteiro com estratégias e intervenções que visam às mulheres antes e durante a gravidez, bem como novas mães e seus bebês.

Grupo Tátil convida para mais uma apresentação teatral

O grupo é formado por alunos e ex-alunos do Instituto Benjamin Constant.

O que você faz com os 86.400 segundos do seu dia? Essa é a reflexão proposta pelo espetáculo teatral Dá um Tempo para Falar de Tempo, que o Grupo Tátil vai apresentar no próximo dia 19, no Teatro Mário Lago, no município de Saquarema, localizado na Região dos Lagos fluminense.
O grupo é formado pelos atores Felipe Pereira, Acauã Pozino, Vanessa Rodrigues, Leonardo Portela e Sarah Medeiros.  A professora Marlíria Flávia Cunha é responsável pela direção do grupo e das montagens teatrais.
A peça é uma comédia romântica, que narra a história de amor de Jorge, um rapaz deficiente visual, e Clarissa, uma jovem que enxerga.  Além de muita música e poesia, o espetáculo reúne relatos verídicos de pessoas cegas e com baixa visão envolvendo questões ligadas à deficiência visual e o tempo.  Crianças e adultos podem assistir à peça, já que a censura é livre.
O espetáculo tem o apoio do IBC.
Serviço:
Peça - Dá um Tempo pra Falar de Tempo
Dia - 19/8/2017
Hora - 20h
Local - Teatro Mário Lago, Saquarema
Ingressos a R$ 20,00 - venda no Teatro-Academia Rita Daumas e na banca de jornal em frente ao teatro

Brasil ganha prata na 28ª olimpíada internacional de biologia


31/07/2017

O Brasil conquistou a medalha de prata na 28ª Olimpíada Internacional de Biologia, que aconteceu no Reino Unido de 23 a 30 de julho. Os estudantes do Ensino Médio que representaram o país foram selecionados na etapa nacional, promovida pelo Instituto Butantan, com o apoio do CNPq, da Fapesp e também da Bio-Rad.          

O estudante de escola pública Bruno Teixeira Gomes conquistou a prata na competição internacional. Aluno do Colégio Militar de Fortaleza (CE), Bruno esteve no ano passado na Olimpíada Ibero Americana, em que conseguiu a medalha de ouro.         

“Quero muito seguir a carreira na área de biológicas, pesquisar e contribuir com a ciência”, conta o aluno. 

A Olimpíada teve mais de 300 participantes de 68 países, que realizaram duas provas teóricas e três práticas - Botânica, Fisiologia do desenvolvimento e Bioquímica. Além da prata, os estudantes João Pedro Tavares e Laís Parada receberam menções honrosas. Foi o melhor desempenho de ibero-americanos neste ano.  

“A competição exigiu um nível muito elevado de conhecimento. Conseguimos um excelente resultado, o que mostra a importância da capacitação realizada no Butantan”, explica a coordenadora da Olimpíada Brasileira de Biologia Sônia Andrade.          

Os alunos João Pedro da Cunha Tavares (CE), Laís Ribeiro Coca Parada (SP), Bruno Teixeira Gomes (CE), Emanuel Cintra Austregesilo Bezerra (CE) foram os quatro que representaram o Brasil. 

Selecionados entre cerca de 50 mil estudantes do Ensino Médio de todo o país, os alunos participaram de três fases da Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB). Na última etapa, tiveram treinamento intensivo no Instituto Butantan, com atividades práticas que envolveram biologia molecular, biologia celular, microbiologia, química de proteínas e zoologia.   

Prêmio New Holland de Fotojornalismo

O Prêmio New Holland de Fotojornalismo é um projeto cultural apoiado pela Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura e patrocinado pela New Holland e pelo Banco CNH Industrial, com realização da Mano a Mano Produções Artísticas. Em Belo Horizonte, a exposição conta com o apoio da Casa Fiat de Cultura, do Circuito Liberdade, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal. Criado com o objetivo de valorizar o trabalho dos repórteres fotográficos, o projeto passou a premiar também fotógrafos não profissionais — pessoas aficionadas pela fotografia. Inicialmente restrito ao Brasil, o concurso foi ampliado primeiramente para o Mercosul e, ao completar dez anos, para toda a América do Sul, tornando-se um dos mais importantes concursos fotográficos desses países. Além da premiação, o projeto realiza exposições fotográficas itinerantes pelas cidades dos países participantes.
Serviço
Exposição do 12º Prêmio New Holland Fotojornalismo
Data:
 8 de agosto a 10 de setembro de 2017
Entrada gratuita
Mais informações
Assessoria de imprensa do prêmio
Página 1 Comunicação
Luis Fernando Duarte – luisfernando@pg1com.com
(41) 3018-3377 ou (41) 9 9685-5997
Coordenação de projeto
Mano a Mano Produções
Schirley Ethel – contato@manoamanoprojetos.com
(41) 9 9967-5036

AGOSTO NA CASA FIAT DE CULTURA


Nos dias 15, 19 e 20 de agosto o público poderá experimentar o Ateliê Aberto: Fotografando Portinari, realizando sessões de fotos tematizadas pelo painel, das 10h às 12h para crianças; e das 14h às 15h30 e das 16h às 17h30 para adultos. Os participantes aprenderão a utilizar a fotografia como caminho para fruição, registro e análise do patrimônio artístico, além de debater sobre conservação e preservação de acervos.

Serviço
Ateliê Aberto: Fotografando Portinari
Datas:
 15, 19 e 20 de agosto
Horários: das 10h às 12h para crianças de até 12 anos; das 14h às 15h30 e das 16h às 17h30 para maiores de 12 anos
Participação gratuita; não é necessário fazer inscrição; limite de 15 pessoas por horário; crianças de até 10 anos devem estar acompanhadas por responsáveis e as menores de 5 anos precisam que os responsáveis as auxiliem nas atividades.

Editora PUC Minas inaugura livraria


Na última terça-feira, 8 de agosto, a Editora PUC Minas, em comemoração aos seus 15 anos, inaugurou uma livraria no Espaço Cultura e Fé (prédio 7), no Campus Coração Eucarístico, sob gerência do livreiro Carlos Aguiar. A inauguração foi marcada pelo lançamento do livro do professor José Flávio Morais Castro, Geoprocessamento de mapas de Minas Gerais nos séculos XVIII – XIX. Além disso, está previsto para muito em breve o lançamento da livraria virtual da Editora.


Lançamento do livro Ímpeto em Pétalas (Ed. Patuá), de Lígia Araújo


Sábado, 19/08/17, das 14:30 às 17:00

Lançamento do livro Ímpeto em Pétalas (Ed. Patuá), de Lígia Araújo

Gratuito
Sábado, 19/08/17, das 14:30 às 17:00

Experimentos artesanais em fotografia

Início quarta-feira, 23/08/17 das 14:30 às 17:00 (12 encontros)
R$ 630,00 à vista ou 3 x R$ 210,00 (incluso materiais)
20 vagas por ordem de inscrição

A fotografia como expressão artística contemporânea pode se apresentar de muitas maneiras e em diferentes superfícies.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

“Quem trabalha e mata a fome não come o pão de ninguém, mas quem ganha mais do que come sempre come o pão de alguém...” - Padre Reno

Entre notórios e esquecidos, assim se constrói o poder do Capital


Por Alessandra Leles Rocha


O poder do capital é mesmo intrigante. Ao ponto de entorpecer os sentidos humanos e impedir-lhes de perceber o que é realmente importante, o que está em jogo quando se trata da manutenção da espécie humana sobre a Terra, pelo o que realmente se deve lutar.
Cada dia se reafirma uma perversa estratificação e hierarquização da vida, o que significa que esse direito fundamental está mais e mais inacessível a todos. Não, os seres humanos não são iguais em direitos e deveres; subliminarmente esse é o recado.
Enquanto nos inebriamos diante das cifras milionárias, da profusão de oportunidades para poucos em detrimento de muitos, inconscientemente (ou não) estamos referendando os caminhos da indignidade humana e deixando de admitir quais os verdadeiros parâmetros nos são de fato necessários à sobrevivência.
Será que ainda nos recordamos o que permeia a nossa dignidade humana? Educação, Saúde, Trabalho, Lazer, Segurança, Liberdade, Igualdade estão entre os chamados elementos fundamentais. Mas, quando excedemos sobremaneira os limites que os garantem, passamos a nos defrontar com o supérfluo, o não essencial.
A própria natureza ensina que os excessos têm como fim a formação de resíduos, de lixo, ou seja, deixam de ser uma coisa boa, proveitosa, para de certa forma transformar-se em problema, na medida em que, geralmente, não sabemos lidar com eles.  No entanto, no caso da riqueza desmedida o problema é que ela faz com que o ser humano perca a sua identidade humanista, fraterna, responsável em relação a si e aos outros.
Há um deslumbramento, um afloramento da sua vaidade, uma capitalização da sua essência no contexto do “vale quanto pesa”, o que inevitavelmente faz com que se perca a noção social da própria existência. Aí, as pessoas ou começam a distribuir migalhas do seu excesso para aplacar a própria consciência ou se fecham nos labirintos sombrios da indiferença, se colocando sempre distantes dos reflexos da desigualdade presentes no mundo.
Está aí o perigo em nos encantarmos com a reafirmação de episódios assim. Enquanto se afunila os privilégios, há uma manipulação discursiva implícita para que deixemos de perceber o aprofundamento dos abismos que apartam os seres humanos. Os afortunados pelas grandes oportunidades do mundo deveriam ser mais responsáveis no sentido de se engajarem na transformação social daqueles que são diariamente esquecidos. Isso não significa uma mera questão filantrópica; mas, um senso de responsabilidade social que visa tomar partido, de forma incisiva, nas discussões e ações que repercutem sobre a dignidade de milhões de seres humanos.
Pensar na sobrevivência de um planeta com mais de sete bilhões de pessoas, não é uma questão meramente ambiental. Trata-se antes de tudo de uma questão social. Quando se reduzem as diferenças, transformam-se pessoas em cidadãos, em seres humanos conscientes do seu papel na sociedade. As desigualdades só fazem proliferar a invisibilidade, a exclusão, a intolerância e todas as demais formas de violência existentes. Inclusive, quando nos admiramos extasiados diante da riqueza atribuída a um único individuo, nem sempre nos damos conta de que se trata de um homem. A própria distribuição da riqueza é seletiva e renega a igualdade de gênero, estabelecendo mais um critério de apartamento social.
Todo ser humano merece desfrutar da dignidade de ver atendida as suas necessidades vitais básicas e as de sua família; bem como, de construir sem espoliar ou dilapidar o outro um patrimônio capaz de garantir-lhe esse usufruto, quando não puder mais colaborar produtivamente com a sociedade.  Mas, enquanto não existir o despertar dessa consciência, veremos a proliferação de campos de refugiados pelo mundo, ou pessoas desassistidas nos corredores de hospitais públicos a mercê da própria sorte, ou nas filas do desemprego; enfim...
Portanto, quando banalizamos a perversidade e a crueldade humana, só ressaltamos o nosso primitivismo bestial e nos afastamos da dignidade de sermos considerados humanos, racionais, inteligentes. Como dizia George Eliot 1, “Nunca é tarde demais para ser aquilo que você deveria ser”, então?


1 George Eliot, pseudônimo de Mary Ann Evans, foi uma romancista autodidata britânica. Usava um nom de plume masculino para que seus trabalhos fossem levados a sério. (Saiba mais em https://pt.wikipedia.org/wiki/George_Eliot

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

"Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências". Pablo Neruda

De Judas Iscariotes aos dias atuais



Por Alessandra Leles Rocha



Não consigo acreditar que depois de todos os acontecimentos e desdobramentos pós Mensalão e Lava Jato, algum cidadão brasileiro consiga dissociar a bancarrota nacional da corrupção.
Ora, essa práxis secular de se obter vantagens em relação aos que detêm o poder, por meios ilegais ou ilícitos, vem dilapidando os recursos públicos oriundos de nossos impostos e tributos.
Que fique claro, portanto, que a corrupção é prática humana e, por aqui, em solo tupiniquim, esteve reverenciada por muitas bandeiras, muitas ideologias; daí não se poder atirar pedras e elencar culpados em uma única direção.
Mas o ponto nevrálgico dessa questão é que o esvaziamento de recursos públicos para satisfazer a fome insaciável da corrupção nacional extingue toda e qualquer potencialidade de desenvolvimento e progresso. Vejam o exemplo das universidades públicas, de seus hospitais universitários, de suas pesquisas!
Para cobrir os rombos da corrupção a saída historicamente foi sempre a mesma: contingenciamento e corte de recursos e criação e aumento de impostos. É evidente que são os serviços essenciais à sociedade os que padecerão o estrangulamento de seus orçamentos, tendo como consequência imediata à desassistência da população. Só que a população faz a sua parte, ela paga impostos para ver revertidos esses recursos em seu benefício; mas, na prática da corrupção isso não acontece.
Além disso, essa perene retirada de água do barco com o auxílio de um dedal, porque é exatamente isso que significam as medidas citadas acima, fomenta a incredulidade mundial em relação ao país. Não há como crer em mudanças efetivas sem “cortar o mal pela raiz”. Enquanto existe uma corrupção sistêmica sangrando os recursos nacionais, não há economia que se equilibre ou se sustente.
Por que, então, fingimos não ver a corrupção se esgueirando daqui e dali para manter as aparências de uma pseudo estabilidade econômica? A economia patina sem sair efetivamente do lugar, a ponto de se tornar necessário arrochar os cintos e aumentar impostos. Os desempregados proliferam-se nas estatísticas nacionais. Tudo parece suspenso no ar e prestes a se desintegrar na vida de milhões de brasileiros, contradizendo qualquer onda de vã otimismo que tenta ser impressa.
Então, a quem queremos enganar com o velho discurso de que “os fins justificam os meios”? Dizia Martin Luther King Jr., “Para ter inimigos, não precisa declarar guerras, apenas diga o que pensa”; talvez, por isso, muitos aqui no Brasil optam pela politicagem da boa vizinhança e distribuem benesses e agrados para manter a simpatia. Mas esse é só um jeito diferente de praticar a corrupção, não é mesmo?
Como se vê o que estamos vivendo é de uma complexidade tal que parece incontrolável. A corrupção tornou-se uma compulsão, um comportamento desmedido. Grandes corrupções. Pequenas corrupções. No fim das contas, apenas corrupção. Apenas um modo de ser antissocial, antiprodutivo, antiético; mas, que uma grande maioria prefere não admitir a total adoração. Aliás, porque admitir significaria ter que tomar uma atitude a respeito e esse agir parece penoso, desconfortável, pesado demais.
Mas, um dia o caldo entorna. Há situações que não esperam por nós, por nossa boa vontade, por nosso bom senso. A própria conjuntura dá o seu jeito. Talvez, estejamos perto disso; afinal de contas, a espoliação dos direitos fundamentais, previstos na Constituição de 1988, torna-se cada dia mais insustentável e já atinge camadas da população, as quais se sentiam de certa forma inatingíveis. Assim, eis que, de repente, possamos nesse dia metamórfico alcançar as palavras de Santo Agostinho, “Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem”. Que assim seja.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

"E gosto, à noite, de escutar as estrelas. É como ouvir quinhentos milhões de guizos... Mas eis que acontece uma coisa extraordinária". O Pequeno Príncipe

Tá me ouvindo???

  

Por Alessandra Leles Rocha


  
Cada um no seu casulo. Fones de ouvido na orelha. Lá se vão os humanos do século XXI.  Absorvidos pelo hit parede particular e o volume no máximo da potência; é claro que não sobra espaço para mais nada além do seu próprio mundinho. E isso não é comportamento juvenil, não! Todos os gêneros, etnias, idades, profissões já estão rendidos a essa práxis.
Modismos à parte, a verdade é que esse, aparentemente inofensivo, hábito esconde mais prejuízos do que se pensa. Nada contra ouvir música (principalmente, boa música) ou desanuviar a mente de vez em quando. A questão é transformar isso em rotina, a tal ponto que não enxergamos mais a nós e ao mundo.
Seja no transporte público, nas ruas, nas filas, em todos os lugares por onde transitamos há pessoas personificando esse padrão comportamental. Observando com certa atenção é impossível não perceber nelas um traço comum, como se estivessem em transe. Não percebem nada, nem ninguém. O seu isolamento voluntário as coloca em risco real e imediato, pois não estão conectadas à dinâmica da realidade dos centros urbanos.
Lá se vão elas alheias à beleza trivial da natureza. Não enxergam mais o nascer ou o por do sol. Nem as borboletas pelos jardins. Nem as flores multicoloridas espalhadas pelo chão. Nem arco-íris durante ou depois da chuva. O mundo parece sempre cinza e estático. Também não se socializam. Não conversam entre si. Não se olham. Não se interagem, ao ponto de não pressentirem a eventual existência da violência que teima em nos rodear. 
Nesse pouco tempo de reflexão, quantas perdas é possível identificar? Mas, há muito mais. Incluindo a própria perda auditiva. Nossos ouvidos não foram feitos para serem submetidos à intensidade e repetição de ruídos dessa forma. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), “1,1 bilhão de pessoas podem ter perdas auditivas porque escutam música alta. Atualmente, problemas de audição provocados por causas diversas já afetam 360 milhões de indivíduos, dos quais 32 milhões são crianças” 1
Isso significa que a população está negligenciando a saúde auditiva e caminhando a passos largos para a surdez e para a ampliação do contingente de pessoas com algum tipo de deficiência, que no caso do Brasil, por exemplo, representam 24% da população 2. Como qualquer deficiência, a surdez implicará em inúmeros desafios sociais para o cidadão, os quais incluem desde a readaptação comunicativa até a reinserção no mercado de trabalho. 
Apesar de todos os avanços da ciência e tecnologia, nem todas as pessoas surdas conseguem uma satisfatória adaptação aos aparelhos auditivos ou outros tratamentos e cirurgias, por exemplo. Da mesma forma que nem todas as escolas estão preparadas para atender as demandas dos deficientes auditivos. A acessibilidade a materiais didáticos e paradidáticos para o ensino-aprendizagem de surdos ainda é baixa. Enfim... 
E se ainda não nos sensibilizamos o suficiente, pode-se acrescentar nesse rol de obstáculos o alto custo de investimentos para garantir o mínimo de dignidade a essas pessoas. Seja por via pública ou privada, a excepcionalidade da condição humana impõe a necessidade de recursos especiais. Por isso é fundamental sermos mais responsáveis em relação aos nossos comportamentos. Não se trata de interferirmos na liberdade individual, mas de tomarmos consciência do impacto coletivo que nossas escolhas podem ocasionar e repercutir em longo prazo.
Essa é uma questão de saúde pública? Sim; mas, também, de educação, de responsabilidade parental, de economia, de trabalho... e, sobretudo, de amor próprio, de deixar o instinto de sobrevivência e proteção inatos falar mais alto. Eu sei que ninguém quer ouvir conselhos e reflexões; mas, posso garantir que sem esses, você certamente deixará de ouvir todo o resto. Pense nisso!

Algo para nos inspirar!!!


Pensar – Rubem Alves


Quando eu era menino, na escola as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.
Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre, somos pobres em ideias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coréia, Formosa, que pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.
Minha filha me fez uma pergunta: “O que é pensar?”. Disse-me que esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia imposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro, por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.
E, no entanto, não podemos viver sem respostas. As asas, para o impulso inicial do voo, dependem dos pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar têm de aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram  as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão desse saber. Nas palavras de Roland Barthes: “Há um momento em que se ensina o que se sabe…” E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.
As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos, automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que as minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a história de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: “Dona centopeia, sempre tive a curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?”. “Curioso”, ela respondeu. “Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção”. Termina a história dizendo que a centopeia nunca mais voltou a andar.
Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disso, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar em falar. Ao falar, não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramática. Quem, para falar, tem que se lembrar dessas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos prego, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar, aqui, é inconscientizar.
O sabido é o não pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória deste computador que se chama cérebro. Basta apertar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparecerá no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro-verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma série de instruções sobre o que fazer.
Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que é objeto do desejo. A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda.
E o saber fica memorizado de cor – etimologicamente, no coração -, à espera de que o teclado desejo de novo o chame de seu lugar de esquecimento.
Memória: um saber que o passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre os mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas, metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou – e ensinou bem – fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não-saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então, que Barthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo em que se ensina o que não se sabe.

Fonte: https://rubemalves.wordpress.com/page/2/ https://rubemalves.wordpress.com/page/2/

Reconhecida por avanços, Lei do Divórcio completa 40 anos no Brasil

A Lei 6.515/77, popularmente conhecida como a Lei do Divórcio, completa, nesta quarta-feira (28), 40 anos. A possibilidade de dissolução oficial do casamento, no Brasil, só surgiu em 28 de junho de 1977, por meio de uma Emenda Constitucional (EC 9/77). No fim daquele mesmo ano, o Congresso aprovava a regulamentação do divórcio (PL 4279/77), proposta pelo então senador Nelson Carneiro. Durante essas quatro décadas, a lei ficou amplamente conhecida e foi responsável por grandes mudanças em toda a nossa sociedade.  
O primeiro divórcio no país foi oficializado ainda em dezembro de 1977, dois dias após a sanção da lei. A última estatística do IBGE apontou 341 mil divórcios no Brasil, em 2014, com crescimento de 161% em relação ao ano de 2004. De acordo com Sérgio Barradas Carneiro, membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), a boa lei é aquela que consagra uma prática social.
“Antes da promulgação da emenda 66 (13/07/2010) nós vivíamos uma farsa, porque você tinha dois caminhos para obter a dissolução da sociedade conjugal. A primeira era a separação, em que contado um ano da data da sentença, as pessoas pediam a sua conversão em divórcio, e na prática, o que acontecia, é que as pessoas não queriam retomar, um ano depois, um assunto que lhes trazia dor, sofrimento e/ou constrangimento. Deste modo, as pessoas impedidas de se casarem, iam engrossar as estatísticas da união estável. A outra forma, era você ficar dois anos separado de fato, se apresentar à Justiça e, com duas testemunhas, provar que você efetivamente ficou os dois anos separado. Porém, na prática, as testemunhas mentiam, e os casais que se separavam consensualmente se apresentavam ao juiz após seis ou sete meses e faziam todo esse teatro”.
Como um dos relatores do Novo Código de Processo Civil (CPC/2015), Sérgio Barradas retirou do Ministério Público a obrigação de lidar com processos de divórcio. Segundo ele, a Lei do Divórcio, aplicada concomitantemente à Emenda 66, trouxe um grande avanço para a população. Outras mudanças significativas vieram em 2007, com a autorização para os cartórios lavrarem escrituras de divórcio consensuais (Lei 11.441/07), e em 2014, com a possibilidade de guarda compartilhada dos filhos pelos pais divorciados (Lei 13.058/14).
“O único aperfeiçoamento a ser feito agora seria a compreensão completa de que não existe mais a separação judicial no ordenamento jurídico brasileiro. Antes da Emenda 66, se um parlamentar apresentasse um projeto de lei para tirar do Código Civil ou de qualquer outra lei ordinária o instituto da separação judicial, um outro parlamentar favorável seria obrigado a dar um parecer pela inconstitucionalidade do projeto na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), pois ele estava previsto na Constituição - art. 226. Ora, o inverso é verdadeiro, na medida em que você suprime o instituto da separação judicial da Constituição Federal, ele não mais é recepcionado em nenhuma lei hierarquicamente inferior”, relembra.
Atualmente, não são mais necessários prazos para se divorciar e nem para se discutir os motivos que levam a pessoa a querer se divorciar. Com o objetivo de aprimorar a Lei do Divórcio brasileira, está em análise na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL 428/11) que prevê a mediação familiar como recomendação na regulação dos efeitos do divórcio.

Fonte: http://www.ibdfam.org.br/noticias/6343/reconhecida+por+avan%c3%a7os%2c+lei+do+div%c3%b3rcio+completa+40+anos+no+brasil

Doenças Autoimunes – Você sabe o que significa?

As doenças autoimunes são um tipo de desordem imunológica e sua característica reside no fato da diminuição da tolerância aos componentes do próprio organismo, devido a uma alteração no processo de diferenciação de antígenos externos (vírus e bactérias, por exemplo) e os do próprio organismo de um indivíduo. Esta doença atinge aproximadamente 3-5% da população do mundo e tem origem na delicada relação entre fatores externos (ambientais) e fatores intrínsecos do organismo, como predisposição genética, alterações nos níveis hormonais e, baixo controle imuno-regulatório.
Pesquisas relatam que as doenças autoimunes aumentaram nos últimos 40 anos, sendo que em nível mundial, médicos e também pesquisadores presumem que ela ataque de 15 a 20% da população. Talvez essa maior constatação seja devido ao fato do aprimoramento das técnicas de diagnóstico laboratoriais.
Sabe-se que existem um pouco mais do que 30 doenças autoimunes, sendo que cada uma possui sintomas específicos e atacando órgãos distintos, sendo elas: