domingo, 23 de abril de 2017

23/04 - DIA MUNDIAL DO LIVRO

"A leitura de todos bons livros é como uma conversa com os melhores espíritos dos séculos passados, que foram seus autores, e é uma conversa estudada, na qual eles nos revelam seus melhores pensamentos".

"Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro".


"Os eruditos são aqueles que leram nos livros; mas os pensadores, os gênios, os iluminadores do mundo e os promotores do gênero humano são aqueles que leram diretamente no livro do mundo".

UNESCO e Saraiva celebram Dia Mundial do Livro 2017

UNESCO e Saraiva celebram Dia Mundial do Livro 2017


Com o objetivo de incentivar a leitura, a editora Saraiva uniu-se à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil para celebrar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, 23 de abril. A rede destinará à UNESCO no Brasil 1 real de cada livro vendido na data, tanto em suas lojas quanto no site de comércio eletrônico.
Com o objetivo de incentivar a leitura, a editora Saraiva uniu-se à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil para celebrar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, 23 de abril. A rede destinará à UNESCO no Brasil 1 real de cada livro vendido na data, tanto em suas lojas quanto no site de comércio eletrônico.
A iniciativa faz parte da #LerFazBem, plataforma de incentivo à leitura, que envolve práticas como apoio ao projeto Ninho de Livros, pequenas bibliotecas colaborativas instaladas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Além disso, inaugura o Happy Book Day, selo da Saraiva para ações de cunho social relacionadas à promoção da literatura.
“Atuando há mais de 100 anos como incentivadora e promotora do acesso à cultura e à educação, a Saraiva conhece o poder transformador dos livros. Por isso, desenvolve uma série de iniciativas, como esta destinada à UNESCO no Brasil, uma organização cujos propósitos são aderentes à missão da Saraiva de estímulo à leitura”, diz Marcelo Ubríaco, vice-presidente da Saraiva.
Segundo a UNESCO no Brasil, o valor arrecadado será destinado à promoção de publicações de conteúdo gratuito no país, de acordo com sua política de acesso aberto, que visa a “reforçar seu compromisso de incentivar e proteger o acesso à informação e ao conhecimento, que é fundamental para o avanço de soluções inovadoras para os desafios do desenvolvimento internacional”.
A iniciativa com a Saraiva integrará o mapa mundial da UNESCO, que relaciona as celebrações ao redor do mundo no Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais de 2017.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Leia... Reflita...

Fair Play1



Por Alessandra Leles Rocha



Quebra de decoro. Corrupção institucionalizada. Crimes do “colarinho branco” em plena evidência... O Brasil tenta se recompor nas últimas semanas diante de noticias ultrajantes, as quais a dimensão do descalabro nos surpreendeu sobremaneira. No entanto, o que mais nos entristece nesse mar de lama foi a naturalidade com a qual os absurdos são percebidos por tantas pessoas 2. Gente que ri das trapaças e não consegue entender que esse é o artifício dos fracos, dos pobres de espírito, dos incapazes.
Engraçado, porque esse é o mesmo país que chora e lamenta, até hoje, a perda repentina do seu maior desportista, o Ayrton Senna. Um cara obstinado pela perfeição, pela dedicação, pela lisura na realização do seu ofício, enfim... Totalmente o oposto dessa banda podre que tenta continuar reinando no Brasil e, lamentavelmente, ainda encontra aplausos e reverências por aí.
Vejam só! Então, eu me pergunto: de que lado queremos realmente ficar? O que essa deterioração humana trouxe verdadeiramente de bom para a sociedade brasileira, hein? Década após década foi sendo permitido um processo de consolidação dos piores comportamentos sociais; mas, o cidadão parece enxergar só o que está distante dele e não diante dele, ou seja, aquilo que os outros fazem e não ele próprio.
É por isso que a atitude normal, de puro “fair play”, do jogador Rodrigo Caio, durante uma partida do Campeonato Paulista de Futebol, no último fim de semana, causou comentários e dividiu opiniões 3. O que era para ser regra, em tempos de valores tão distorcidos, acaba sendo exceção; e isso, é muito ruim para a sociedade como um todo. Inclusive, enfraquece sobremaneira os esforços mundiais em favor de que a prática esportiva aconteça de forma limpa, sem trapaças de nenhuma natureza; um jogo justo.
O mundo contemporâneo nos tem feito esquecer que o prazer da competição não é, simplesmente, o resultado final. Deveríamos querer igualdade total e irrestrita para que vençam os mais rápidos, os mais fortes, os mais dedicados, os mais determinados,... os melhores. O que adianta uma medalha no peito, perdida meses depois por conta de um resultado positivo de doping? Que gosto pode ter uma vitória desleal assim?
Relembrando o Ayrton, com ele carro quebrado na pista era guiado até o máximo da sua exaustão muscular. Que digam os privilegiados que assistiram a ele vencer pela primeira vez o GP de Fórmula 1, em Interlagos, em 1991, com apenas uma marcha. Ou a seleção brasileira masculina de basquete que venceu a seleção norte-americana, nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987, algo considerado por muitos um sonho impossível, um marco da mais expressiva superação verde-amarela. 
A atitude de Rodrigo Caio veio nos resgatar essas boas lembranças, nos mostrar o que era bom e andamos tão esquecidos. É como disse o próprio Senna, “No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem feita ou não faz”. A população brasileira tem muita gente boa, de talento, de brio, de vontade, de coragem; cidadãos de verdade. É nisso que precisamos centrar o foco, porque não é apenas uma questão de talento. A questão urgente é trabalhar e enaltecer o valor do caráter, da dignidade, da hombridade, do que proporciona a um ser humano se destacar entre os demais, a angariar a simpatia e o reconhecimento positivo.
Se os ventos sopram a mudança em nosso país, não podemos nos furtar a permitir que ela se manifeste nos gestos de cada indivíduo e alcance todos os espaços sociais sem distinção. Temos que rever nossos conceitos, valores, princípios, faxinar a mente e a alma em busca de resgatar a força capaz de nos propiciar construir a nossa verdadeira cidadania. Caso contrário, continuaremos reafirmando e perpetuando pela eternidade as palavras de Rui Barbosa, “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.




1 Jogo Justo.

Placa adaptada devolve autonomia a artista com deficiência motora

Dispositivo foi desenvolvido por equipe multiprofissional da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto

Por  - Editorias: Universidade

Devido a uma doença neurológica, a artista plástica Elizandra Joyce Bueno tem espasmos musculares por todo o corpo. Ela nasceu com distonia generalizada congênita, um distúrbio que provoca contrações involuntárias e que poderia tê-la impedido de continuar pintando. Mas Joyce, como prefere ser chamada, conta com a ajuda de um dispositivo especial que a auxilia nos movimentos com a boca, sem prejudicar seus dentes e sua mordida.
Assistida por uma equipe multiprofissional da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, a artista usa uma placa miorrelaxante de acrílico adaptada. Usada por pacientes com bruxismo e dores faciais, a ferramenta foi personalizada para suas necessidades. Esses profissionais – cirurgião-dentista, médico, fisioterapeuta, protético e engenheiro mecânico – são especialistas do Centro de Formação de Recursos Humanos Especializados no Atendimento Odontológico a Pacientes Especiais (Caope) da Forp.
A placa foi moldada individualmente para se adaptar aos dentes e à mordida da paciente, evitando que seus dentes sofram apertamento, explica a professora Andiara De Rossi, do Departamento de Clínica Infantil da Forp e integrante do Caope.
Os especialistas providenciaram uma cavidade de encaixe na arcada dentária superior da placa, com dispositivos de madeira que facilitam o encaixe dos pincéis e do lápis que a artista utiliza para digitar no teclado do computador. Segundo Andiara, uma alternativa de baixo custo, fácil adaptação e confecção. “Além de cuidados com a saúde bucal, nossa equipe apresentou um olhar voltado para as demais necessidades dos pacientes portadores de deficiência, que no Brasil encontram pouco suporte e apoio especializado”, afirma.[...]

Direção do IBC se reúne com secretário de Educação Superior do MEC para planejar curso de mestrado

A reunião foi em Brasília, na última quarta-feira (12).

Participaram do encontro com o secretário Paulo Barone o diretor-geral do Instituto Benjamin Constant (IBC), João Ricardo Figueiredo e a coordenadora da Pós-Graduação da Instituição, Naiara Rust.
Segundo o diretor do IBC, o titular da SESU/MEC  mostrou-se totalmente de acordo com iniciativa, traçando com os representantes do Instituto as ações a serem desenvolvidas para a submissão da proposta e a concretização do curso de mestrado profissional na área da educação especializada para pessoas com deficiência visual ainda em 2018.
Paulo Barone colocou a assessoria jurídica da SESU em contato direto com a direção do IBC  para que possa ser dado andamento às questões legais.  O secretário também intermediou o primeiro contato do diretor do IBC com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), para que o Instituto seja inserido no contexto da formação em nível de pós-graduação e pesquisa.
“Esta é uma oportunidade extraordinária para que possamos concretizar nossa pós-graduação.  Afinal,  uma instituição, que forma profissionais para atuarem na área da deficiência visual desde o final da primeira metade do século XX não pode ficar de fora do processo contemporâneo da formação profissional, concretizando, de fato, ensino, pesquisa e extensão. A partir de um curso de mestrado profissional,  o IBC vai ter a oportunidade de oferecer ao Brasil o que sempre fizemos:  a formação a partir da expertise de nosso corpo docente, ancorada em mais de um século e meio de história” , concluiu João Ricardo. 

Depressão afeta mais de 300 milhões de pessoas e é doença que mais incapacita pacientes, diz OMS

Mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na semana em que a ONU lembra o Dia Mundial da Saúde (7). A agência da ONU decidiu marcar a data internacional com a campanha ‘Depressão: vamos conversar’.
Segundo o organismo das Nações Unidas, a patologia já é considerada a principal causa de problemas de saúde e incapacidade em todo o mundo, gerando perdas anuais de 1 trilhão de dólares.

Mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na semana em que a ONU lembra o Dia Mundial da Saúde (7). O número de casos da doença, estimado em 2015, representa um aumento de 18% desde 2005. Segundo o organismo das Nações Unidas, a patologia já é considerada a principal causa de problemas de saúde e incapacidade em todo o mundo, gerando perdas anuais de 1 trilhão de dólares.
Para mobilizar mais esforços pela transformação desse cenário, a agência decidiu marcar a data internacional com a campanha “Depressão: vamos conversar”. Além de garantir que todos os pacientes em necessidade recebam atendimento, a iniciativa quer estimular pessoas vivendo com o transtorno a buscar ajuda livres de qualquer estigma. Em países de alta renda, quase 50% dos indivíduos com depressão não recebem tratamento.
“Estes novos números são um sinal de alerta para que todos os países repensem suas abordagens de saúde mental e tratem-na com a urgência que merece”, enfatizou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.
Com a campanha, o organismo também chama atenção para a falta de investimentos no combate à doença. Em média, apenas 3% dos orçamentos de saúde dos governos são investidos em saúde mental, variando de menos de 1% em países de baixa renda a 5% em nações desenvolvidas.
Nas Américas, cerca de 50 milhões de pessoas viviam com depressão em 2015 — o equivalente a quase 5% da população. Quase sete em cada dez habitantes da região que têm a doença não recebem o tratamento de que precisam.
Segundo a agência da ONU, cada dólar investido na ampliação do tratamento para depressão e ansiedade leva a um retorno de 4 dólares devido à melhorias de saúde e da capacidade de trabalho.
“A depressão afeta a todos nós. Não discrimina por idade, raça ou história pessoal. Isso pode prejudicar os relacionamentos, interferir na capacidade das pessoas de ganhar a vida e diminuir seu senso de autoestima”, disse a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa Etienne, em pronunciamento para o Dia Mundial.
A dirigente ressaltou que, embora muitas vezes seja vista como uma problema de saúde desafiador, “mesmo a depressão mais grave pode ser superada com o tratamento adequado. E o primeiro passo para obter tratamento é conversar”.

Sintomas, tratamentos e custos

A OMS lembra que “a depressão é diferente das flutuações de humor usuais e das repostas emocionais de curta duração dadas aos desafios cotidianos”. A doença é o resultado de uma interação complexa entre fatores sociais, psicológicos e biológicos, podendo agravar o estresse e provocar disfunções.
Segundo a agência da ONU, a depressão é um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza persistente e uma perda de interesse por atividades de que as pessoas normalmente gostam, acompanhadas por uma incapacidade de realizar atividades diárias por 14 dias ou mais.
Além disso, as pessoas com depressão normalmente apresentam vários dos seguintes sintomas: perda de energia; alterações no apetite; dormir mais ou menos do que se está acostumado; ansiedade; concentração reduzida; indecisão; inquietação; sentimentos de inutilidade, culpa ou desesperança; e pensamentos sobre autolesão ou suicídio. [...]

Legislação brasileira garante inclusão da perspectiva de gênero na educação, diz especialista

Em entrevista à ONU Mulheres, a especialista Ingrid Leão lembra do 8º artigo da Lei Maria da Penha, que prevê ‘a promoção de programas educacionais que disseminem valores éticos de irrestrito respeito à dignidade da pessoa humana’, independentemente de seu sexo, cor ou origem étnica. Políticas para coibir debate sobre gênero nas escolas seriam inconstitucionais e contra os direitos humanos, segundo a pesquisadora.

“O Estado brasileiro assumiu o compromisso com o mundo de garantir a educação com perspectiva de gênero”. A avaliação é de Ingrid Leão, integrante do Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM). Em entrevista à ONU Mulheres, a especialista afirma que a lei brasileira determina a inclusão de uma perspectiva de gênero, raça e etnia nos sistemas de ensino.
Doutora em Direito e com experiência na área de direitos humanos, Ingrid lembra do 8º artigo da Lei Maria da Penha, que prevê “a promoção de programas educacionais que disseminem valores éticos de irrestrito respeito à dignidade da pessoa humana”, independentemente de seu sexo, cor ou origem étnica.
Isso, enfatiza a pesquisadora, é da responsabilidade da União, dos estados, do Distrito Federal, dos municípios e de instituições não governamentais, tal como determinado pela mesma legislação.
Para Ingrid, o momento atual da política brasileira é marcado por um “descompromisso com os direitos humanos em geral e das mulheres, da população LBGT, dos negros e de outros grupos”. O cenário tem gerado confusões sobre o que é educação com perspectiva de gênero.
“Há campanhas de desinformação seguidas de constrangimentos de professoras e professores nas escolas por meio de notificações à justiça. Existem iniciativas de lei que buscam proibir, o que tende a promover a judicialização da educação. É importante que se diga que não são leis de direitos humanos nem constitucionais”, alerta.
A especialista acrescenta que manobras legislativas e judiciárias desse tipo foram identificadas em seis municípios do Paraná, Santa Catarina e Tocantins. O resultado, segundo ela, é o enfraquecimento do compromisso do Plano Nacional de Educação com a igualdade entre homens e mulheres. De acordo com Ingrid, “o ordenamento jurídico do Brasil não permite discriminações de qualquer ordem”.
“Se o Estado sabe as formas de discriminação, por que não explicitar? O Estado opera com palavras”, questiona Ingrid, frisando que a supressão do termo gênero não coíbe nem criminaliza as práticas pedagógicas. Contudo, põe obstáculos ao avanço dos debates.
O CLADEM faz parte do grupo Gênero e Educação — rede de instituições articulada para promover o debate sobre igualdade de gênero em colégios do Brasil.

UNESCO amplia para 28/4 prazo de prêmio para mulheres na ciência

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) ampliou para 28 de abril o prazo de inscrição para a 12ª edição do prêmio L’Oréal-UNESCO-ABC Para Mulheres na Ciência.

A premiação é pioneira no reconhecimento do trabalho de mulheres cientistas. As participantes concorrem a uma bolsa de 50 mil reais e podem submeter seus trabalhos para análise em uma das quatro categorias: Ciências Físicas, Ciências da Vida (Biomédicas, Biológicas e da Saúde), Ciências Matemáticas e Ciências Químicas.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) ampliou o prazo de inscrição para a 12ª edição do prêmio L’Oréal-UNESCO-ABC Para Mulheres na Ciência para 28 de abril.
Ao longo de 11 anos, cientistas de diversas áreas de atuação foram reconhecidas por seus projetos, com temas que passam por química, astronomia, saúde, matemática, entre outros.
As participantes concorrem a uma bolsa de 50 mil reais e podem submeter seus trabalhos para análise em uma das quatro categorias: Ciências Físicas, Ciências da Vida (Biomédicas, Biológicas e da Saúde), Ciências Matemáticas e Ciências Químicas.
Para participar, é necessário que a candidata tenha concluído o doutorado a partir de 2010, tenha residência estável no Brasil e desenvolva projetos de pesquisa em instituições nacionais.
Confira o regulamento completo: http://zip.net/bjtFcl. As inscrições podem ser realizadas pelo site: http://www.paramulheresnaciencia.com.br.
Realizado desde 2006 no Brasil, o Prêmio L’Oréal-UNESCO-ABC Para Mulheres na Ciência já reconheceu e incentivou 75 cientistas brasileiras premiando a relevância dos seus trabalhos, com a distribuição de aproximadamente 3,5 milhões de reais em bolsas-auxílio. Em 2016, mais de 400 pesquisas de todo o país foram inscritas.
As vencedoras de 2017 serão conhecidas em julho e a cerimônia de premiação será realizada em outubro, no Rio de Janeiro.
Trabalhos premiados no Brasil podem ser reconhecidos internacionalmente
Desde 2014, um novo programa busca trazer ainda mais conexão entre as iniciativas regionais e prêmio internacional: o International Rising Talents.
O objetivo é impulsionar o percurso de excelência de jovens e promissoras cientistas até se tornar pesquisadoras internacionalmente reconhecidas.
Essa premiação é concedida a 15 jovens cientistas por ano, três de cada região do mundo: África e Estados Árabes, Ásia e Pacífico, Europa, América Latina e América do Norte.

Vale a pena saber:

Apenas 30% dos profissionais de ciência são mulheres;
No ano de 2016, pela primeira vez, a NASA teve uma turma de astronautas com a mesma quantidade de homens e mulheres;
Apenas 3% dos prêmios Nobel Científicos foram dados a mulheres, dentre os quais, 80% foram em medicina;
As equipes científicas que respeitam a paridade são 34% mais citadas pelos seus pares (fonte: universidade de Montreal);
Mulheres na ciência têm o poder de mudar o mundo.

Saiba mais sobre o programa:

Custo socioeconômico do zika deve chegar a até US$18 bi na América Latina e no Caribe

O custo socioeconômico do zika na América Latina e no Caribe ficará entre 7 bilhões e 18 bilhões de dólares entre 2015 e 2017, de acordo com estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).
O zika afeta desproporcionalmente os países mais pobres da região, bem como os grupos mais vulneráveis de cada país. Economias maiores como o Brasil devem ter a maior parcela do custo absoluto, mas os impactos mais severos serão sentidos em países mais pobres. [...]

Osesp | 13 a 22 de abril

OSESP | 13 A 22 DE ABRIL
CRISTIAN BUDU FAZ SEU PRIMEIRO CONCERTO COMO SOLISTA DA OSESP

VALENTINA PELEGGI REGE AS SETE ÚLTIMAS PALAVRAS DO REDENTOR NA CRUZ (VERSÃO CORAL),  DE HAYDN

Os destaques dos concertos destas duas semanas ficam para duas estreias.
Valentina Peleggi na sua primeira série de concertos como Regente em Residência da Osesp e o jovem pianista brasileiro Cristian Budu como solista da Osesp.
Em 2013, aos 25 anos, Budu tornou-se o primeiro brasileiro a vencer o Grande Prêmio do Concurso Internacional Clara Haskil, na Suíça, um dos mais importantes e prestigiados do cenário mundial. O prêmio foi considerado pela criítica nacional como a mais importante conquista por parte de um pianisita brasileiro nos últimos 22 anos, e deu início a uma sólida carreira internacional.
OSESP
VALENTINA PELEGGI regente
Lina Mendes soprano
Lucia Duchonová mezzo soprano
Marcus Ullmann tenor
Andreas Schmidt barítono
Coro da Osesp

Programa
JOSÉ MAURICIO NUNES GARCIA [JOSÉ MAURÍCIO 250]
Abertura em Ré
JOSEPH HAYDN [HAYDN EM FOCO]
As sete Últimas Palavras do Redentor na Cruz (versão coral)

Informações sobre os concertos:
13/04 (qui) e 14/04 (sex), às 21h; 15/04 (sáb), às 16h30.
Ingressos: entre R$ 55 e R$ 213
Aposentados, pessoas acima de 60 anos, estudantes e professores da rede pública têm 50% de desconto, mediante comprovação em todas as atividades.

Ensaio Aberto da Orquestra, com ingressos a R$ 10,00. 
Quinta-feira, 13/04, às 10h
OSESP
ROBERT TREVIÑO regente
Cristian Budu piano

Programa
WOLFGANG A. MOZART
Rondó para Piano e Orquestra em Lá maior, KV 386 FRANCISCO MIGNONE
Burlesca e Toccata
DMITRI SHOSTAKOVICH
Sinfonia no 4 em dó menor, Op.43

Informações sobre os concertos:
20/04 (qui) e 21/04 (sex), às 21h; 22/04 (sáb), às 16h30.
Ingressos: entre R$ 55 e R$ 213
Aposentados, pessoas acima de 60 anos, estudantes e professores da rede pública têm 50% de desconto, mediante comprovação em todas as atividades.

Ensaio Aberto da Orquestra, com ingressos a R$ 10,00. 
Quinta-feira, 20/04, às 10h

  
SALA SÃO PAULO | SERVIÇO
Praça Júlio Prestes, 16
Bilheteria: (11) 3223-3966 (Sala São Paulo: 1484 lugares | Sala do Coro: 150 lugares)
Recomendação etária: 7 anos
Ingresso Rápido: (11) 4003-1212; www.ingressorapido.com.br 
Cartões de crédito: Visa, Mastercard, American Express e Diners.
Estacionamento: R$ 28,00 (noturno e sábado à tarde) e R$ 16,00 (sábado e domingo de manhã) | 611 vagas, sendo 20 para portadores de necessidades especiais e 33 para idosos.


Fonte: Alexandre Félix / Isabela Guasco e Diego Santana

Inscrições abertas para a 12ª edição do Prêmio Itaú-Unicef

Programa reconhece parcerias entre organizações da sociedade civil (OSC) e escolas públicas no desenvolvimento de ações de educação integral. Neste ano, o número de parcerias que serão premiadas aumentou para 96

Estão abertas as inscrições para a 12ª edição do Prêmio Itaú-Unicef, que neste ano tem como mote “Educação Integral: Parcerias em Construção”. O objetivo do programa é reconhecer e estimular as boas parcerias entre organizações da sociedade civil (OSCs) e escolas públicas no desenvolvimento de ações de educação integral que ampliem tempo, espaços e conteúdos de aprendizagem para crianças e adolescentes. Desde 1995, já recebeu cerca de 16 mil inscrições, premiando iniciativas em 1.752 cidades.
Neste ano, houve mudanças nas regras de premiação. Além dos vencedores nacionais e regionais, as 96 parcerias finalistas receberão prêmio em dinheiro. “Com isso, ainda mais parcerias passam a ser premiadas. O objetivo é ampliar a distribuição de recursos, alcançando maior número de ações e localidades beneficiadas”, explica a superintendente da Fundação Itaú Social, Angela Dannemann.
Para o representante do UNICEF no Brasil, Gary Stahl,  a expectativa é de que neste ano o prêmio possa alcançar ainda mais as crianças e os adolescentes mais vulneráveis, aqueles mais difíceis de alcançar. “Queremos identificar e reconhecer iniciativas que possam contribuir com a redução de desigualdades no País e sejam inspiradoras para o aperfeiçoamento de políticas públicas que ajudem a levar o direito à educação integral a toda parte”, explica.
As inscrições podem ser realizadas até o dia 17 de maio no site premioitauunicef.org.br, onde está publicado também o regulamento. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone 0800-7017104.
O Prêmio
O Prêmio Itaú-Unicef é uma iniciativa da Fundação Itaú Social e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).
Cada edição tem duração de dois anos, período no qual são contempladas duas linhas de ação. Durante os anos ímpares, acontece a premiação, com a mobilização para o processo de inscrição, avaliação e seleção de ações socioeducativas. No segundo ano, são realizadas ações de formação sobre a temática de educação integral.
Ao se inscrever, a OSC indica a escola com a qual trabalha e as atividades socioeducativas que desenvolvem conjuntamente. As parcerias mais efetivas são reconhecidas e tanto a OSC quanto a escola pública são premiadas. As avaliações consideram o mérito das ações desenvolvidas e os aspectos de gestão para a sua sustentabilidade.
“As parcerias são uma estratégia muito importante para que a Educação Integral se concretize. Elas ampliam os espaços para o trabalho com as crianças, oferecem atividades diversificadas e multiplicam as oportunidades educativas. São ainda uma forma de enfrentar as desigualdades sociais, especialmente em territórios de maior vulnerabilidade”, avalia Anna Helena Altenfelder, superintendente do Cenpec.
Os projetos inscritos passam por análise preliminar, sendo agrupados por localidades do País. Nesta edição, serão oito regionais: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). As parcerias são avaliadas por agentes públicos das áreas de Educação e Assistência Social.
Até 96 parcerias finalistas serão selecionadas entre julho e agosto. Representando a parceria, a organização da sociedade civil e a escola pública receberão, cada uma, o valor de R$ 10 mil. Na etapa seguinte, serão escolhidas quatro parcerias premiadas por região, totalizando 32, que receberão R$ 20 mil adicionais, tanto a OSC como a escola.
A premiação final está prevista para dezembro, em São Paulo, quando serão anunciadas as quatro parcerias vencedoras, que receberão mais R$ 100 mil cada. Totalizando um prêmio de R$ 130 mil para as quatro parcerias premiadas nacionalmente.
Na última edição do Prêmio Itaú-Unicef, os ganhadores foram: Eu, Você e a Escola, Educação que Transforma (Diamantina – MG); Aprender Faz Bem (Campos de Goytacazes – RJ); Matéria Rima (Diadema – SP); Curumins da Amazônia II: Protagonizando Vidas com Educação e Arte (Parintins – AM); e Projeto Morro da Cruz para a Vida (Porto Alegre – RS).

Fonte: Assessoria de imprensa Fundação Itaú Social / Tamer Comunicação / Ana Claudia Bellintane

sábado, 15 de abril de 2017

"Temos de nos tornar na mudança que queremos ver". Mahatma Gandhi

Páscoa: você aceita o convite?



Por Alessandra Leles Rocha



Sempre considerei a chamada “Malhação do Judas” uma prática, um tanto quanto sem nexo; afinal de contas, Judas Iscariotes, o discípulo traidor, não precisou de ninguém mais, do que a própria consciência, para colocar fim a sua vida. Além disso, se prestarmos bastante atenção, não é essa prática a mesma que promovemos uns aos outros, sem antes a menor reflexão de nossos próprios defeitos? Independentemente se cristãos ou não, tal análise vem bem a calhar em tempos tão difíceis como agora.
Todo mundo se arvora de direitos, se abstêm dos deveres; mas, ninguém admite as próprias falhas e tropeços, nem tampouco se arrepende. Até parece que vivemos em um paraíso repleto de anjos ilibados. Por onde andará a consciência que doía ao menor sinal de culpa, hein? O que se vê, aqui e ali, são repetições de comportamentos deletérios, como se as deteriorações éticas e morais pudessem, de fato, ser consideradas mera trivialidade, já incorporadas ao nosso DNA.
O bom seria que ninguém precisasse errar para se arrepender; mas, diante da incompletude humana que nos torna falíveis, já estaria de bom tom a busca por minimizar tais atitudes. E isso não é tão difícil assim. Basta fazer uso do bom senso, do respeito, da responsabilidade, da dignidade, enfim... Ter em mente que aquilo que nos desagrada, também desagrada aos outros. Mas, infelizmente, ainda há muita gente que vende a alma pelas tais “trinta moedas de prata” e é assim, que se prolifera a legião dos traidores.
Antes e depois de Cristo, ou seja, mais de dois mil anos de história e o ser humano se deixa inebriar pelos falsos valores, pelos falsos poderes, pela reverência desmedida ao mundo das aparências. Vale quanto pesa, assim balizamos nossos pares, veneramos nossos ídolos. Permitimo-nos seguir enceguecidos pelas ilusões, ainda que estas nos façam padecer o pior das atrocidades humanas. Sim, são os traidores da humanidade, de todos os tempos, que consolidam a fome, a miséria, a desigualdade, a violência, as guerras entre nós, enquanto dissociamos a verdade da prática secular de queimar o boneco do Judas. No entanto, ao invés de nossa consciência nos penitenciar pelos pecados e omissões...
Todos os anos somos convocados a cruzar o caminho da reflexão transformadora, para que nossa essência mais pura e humanista possa renascer. Vejo que muitos cumprem o rito, mas não o propósito; como se o fizessem apenas  para satisfazer aos apelos mundanos, aquilo que esperam os outros. Eu sei que a transformação é tarefa árdua, dolorosa, complexa; mas, se o nosso próprio corpo descama para dar renovação e saúde a si mesmo, por que não fazemos também na alma?
Enquanto não nos permitimos voluntariamente a nos purificar pela transformação de nossos valores e princípios, não haverá paz ou luz que nos alcance.  É por isso que para onde quer que se olhe a humanidade vive atormentada, porque há um movimento perverso de rejeição à transformação. Mas, como disse São Tomás de Aquino, “Três coisas são necessárias para a salvação do homem: saber o que deve crer, o que deve querer, o que deve fazer!”. Portanto, debrucemo-nos, então, na reflexão imperiosa que o convite Pascal nos traz. 

quarta-feira, 5 de abril de 2017

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara". José Saramago

Jeitinho Brasileiro: Comportamento habitual ou está mesmo no DNA?


Por Alessandra Leles Rocha



Jeitinho brasileiro. Ah, como tantos adoram esse slogan e fazem dele uma forma de vangloriarem suas “espertezas”, por aí. Não é à toa que chegamos ao fundo do poço mais dramático de todos os tempos, por conta disso. No entanto, se muitas brasileiras e brasileiros passaram a se dar conta do que os mal feitos nacionais, em maior ou menor escala, são capazes de fazer; outros não fazem outra coisa senão remar na direção contrária e lutar com unhas e dentes pela manutenção dessa famigerada práxis.
Quando estourou o escândalo do Mensalão se chegou a pensar que este seria o início da purgação dos “pecados” nacionais. O chamado Crime do Colarinho Branco, por exemplo, finalmente perdia o glamour para ganhar as páginas policiais e a atenção da Suprema Corte. Estaria a sociedade brasileira diante de uma nova lição de cidadania? Pelo menos, é o que parecia ser.
Mas, que nada! Logo depois emergiu a Operação Lava Jato em sucessivas operações, inclusive com participação de gente graúda, já citada no Mensalão. Então, nos demos conta de que o país não havia aprendido nada. Há três anos, o Brasil vive o constante palpitar de escândalos a cada nova fase dessa operação de investigação da corrupção e da lavagem de dinheiro, como se não houvesse um fundo do poço a se chegar.
Enquanto isso, as mazelas crônicas do país foram também explicadas, na medida em que não era mais possível negar os descaminhos do dinheiro público. Lentamente a população começou a ter a devida dimensão da ineficiência e da irresponsabilidade dos gestores públicos a fazer o contraponto à eficiência e a responsabilidade deles para com a corrupção nacional.
Foi, então, que milhares de brasileiras e brasileiros decidiram apoiar as propostas do Ministério Público Federal para o aprimoramento da legislação brasileira no combate à corrupção, através de um abaixo-assinado cujo número expressivo de assinaturas possibilitou a conversão dessas propostas em Projeto de Lei de Iniciativa Popular, como foi com o Projeto da Ficha Limpa.  
Entretanto, a voz que a Constituição de 1988 reservou ao cidadão comum, na figura desse tipo de projeto, na verdade foi calada nos silêncios das madrugadas de Brasília com a desconfiguração, por completo, das propostas que foram referendadas pelos mais de 2 milhões de assinaturas.  O que se fez travar uma discussão acalorada que chegou até o Supremo Tribunal Federal (STF) e que, no fim das contas, apesar da promessa de confirmação das milhões de assinaturas para dar legalidade ao processo, o Legislativo Federal acabará aprovando um Projeto, cujo teor não é mais aquele sobre o qual o cidadão se manifestou.
Como se vê, o tal jeitinho não deixa de tentar se manter de pé. São muitas as estratégias de discurso para tal. Inclusive de que a crise é culpa dessas ações anticorrupção (e não o contrário). É na perpetuação da nossa pouca virtude cidadã que fazem morada os nossos mais graves problemas sociais, porque, enquanto fazemos vista grossa e ouvidos de mercador, no rolar do cotidiano, as sutis más intenções se consolidam e cronificam, sem que haja oposição. Daqui e dali, pequenos e grandes praticantes do jeitinho tentam capitalizar simpatia entre aqueles que ainda não têm clara essa compreensão ou preferem, simplesmente, aguardar por uma sobra de quirela de alguma benesse. Por isso, riem, acham graça das suas aventuras em nome do “se dar bem”, como se fosse algo realmente inofensivo. Só se esquecem de que os discursos são mais enfáticos e nocivos pelos exemplos, do que pelas próprias palavras.
Enquanto ruminamos nossa indignação raivosa, mantendo um sorriso etéreo e bem educado, quem nos mal trata continuará a fazê-lo, pois não reconhece nenhum sinal de resistência; tudo parece tranquilo e favorável. É por isso que precisamos nos cansar de nossas ilusões, dessa esperança vazia de que o mundo muda sozinho, sem nenhuma dose do nosso esforço e da nossa responsabilidade. Nossas abstenções de cidadania, conscientes ou não, têm nos custado caro e, como dizia o filósofo Jean-Paul Sartre, “O que somos é o que fizemos do que fizeram de nós”, então...